Cultura

Acabou o sufoco no Teatro Municipal!

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de mais de sete meses parado, enfim o ar-condicionado do Teatro Municipal, localizado no Centro Cultural, voltou a funcionar. Mas a demora para resolver o problema gerou prejuízos ainda incalculáveis. O secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, afirmou que, durante o período, grandes espetáculos deixaram de vir à cidade, o que, provavelmente, afetou a arrecadação do Fundo Especial de Promoção de Atividades Culturais (Fepac) - alimentado pelos 12% da bilheteria bruta -, antes prevista para R$ 45 mil.

Mesmo sem saber estimar quantas peças deixaram de se apresentar em Bauru e, conseqüentemente, quanto o teatro deixou de arrecadar - dados que o titular se comprometeu a passar nos próximos dias - Vinagre disse que a queda na demanda pelo espaço fez com que “a previsão de R$ 45 mil (para o Fundo) não deva se concretizar até o final do ano”.

Sem um funcionamento adequado desde a inauguração do teatro em 2000, o ar-condicionado sobreviveu por sete anos graças a pequenos consertos até quebrar definitivamente, em abril deste ano. À frente da gestão desde 2005, Vinagre alegou que a lentidão para o conserto “foi por uma questão de oportunidade”. “O primeiro ano foi difícil em relação a recursos. Tivemos uma brecha orçamentária apenas neste ano”, justificou.

Custos

O sistema de refrigeração do Centro Cultural é complexo e abrange quatro motores, dutos, ventiladores, bombas de água, quadro de energia de bombas, torres de refrigeração e uma rede de fiações, ligações e cabos. Os quatro motores foram dimensionados para refrigerar todo o Centro Cultural, mas todos juntos nunca funcionaram. No entanto, o titular afirma que apenas dois - um para efeito de reserva - são suficientes para o teatro e o auditório.

O reparo dos dois motores, mais a limpeza dos dutos e a instalação de controles de fluxo de água e gás custaram à Secretaria Municipal de Cultura (SMC) R$ 69.999, pagos à empresa REV Bauru, que ganhou a licitação aberta no meio do ano. “Foi necessário fazer um pedido de suplementação orçamentária para atender essa demanda”, explicou Vinagre.

A licitação incluiu uma garantia de um ano, com manutenção mensal e sistema de emergência 24 horas. Se for dada a devida administração ao aparelho, o secretário acredita numa grande durabilidade para o ar-condicionado. “Este sistema nunca funcionou como está funcionando agora. Se for dada uma manutenção adequada, não dá para falar em prazo de validade”, concluiu.

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