Paris - O final da greve nas ferrovias francesas e nos transportes parisienses estava ontem claramente esboçado, com a nova queda no número de grevistas e votações pela volta ao trabalho.
O movimento, que chega hoje ao décimo dia, termina sem que os sindicatos tenham forçado o presidente Nicolas Sarkozy a desistir de pôr fim ao regime especial de aposentadorias, que implica tempo menor de cotização (37,5 anos contra 40 dos demais funcionários).
O primeiro-ministro, François Fillon, elogiou a “atitude responsável” dos sindicalistas que recomendaram o voto pelo fim da greve. A CGT, principal central dos ferroviários, disse ser só “uma suspensão”, porque anteontem começaram as negociações. Elas têm em pauta vantagens secundárias, sem contestar o regime especial. Xavier Bertrand, disse que permanece disposto à negociação.
Milhares de secundaristas e universitários fizeram manifestações ontem em cidades de toda a França contra uma reforma educacional que, segundo eles, levará à privatização das melhores universidades.
Esse é mais um desafio ao programa de reformas do presidente Nicolas Sarkozy, eleito neste ano. A entidade estudantil Unef disse que 48 das 85 universidades francesas pararam total ou parcialmente, na maior paralisação desde o início dos protestos, no começo do mês.