Internacional

Uribe afasta Chávez de mediação com as Farc

Folhapress
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Bogotá - O governo da Colômbia anunciou ontem o afastamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, da mediação do acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A decisão foi anunciada depois que Chávez, que começou a mediar o conflito em agosto último, com permissão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, conversou com o chefe das Forças Armadas do país, desobedecendo a proibição ao diálogo com líderes militares, segundo o porta-voz presidencial Mauricio Velasquez. Chávez conversou por telefone com o general Mario Montoya na manhã de anteontem. Velasquez não revelou por que Chávez estaria proibido de conversar com o Exército do país.

As Farc mantêm cerca de 45 reféns - entre eles, três americanos e Ingrid Betancourt, uma ex-candidata presidencial que possui cidadania colombiana e francesa e tornou-se uma “causa célebre” na França desde seu seqüestro, ocorrido há seis anos.

Pela libertação dos reféns, o grupo exige a soltura dos centenas de rebeldes detidos em prisões do governo.

Provas

No entanto, o grupo rebelde ainda não ofereceu provas de vida dos reféns, como pedido pelos governos da Colômbia e dos EUA.

Na França, Chávez afirmou que as Farc prometeram enviar-lhe as provas até o final do ano.

A decisão ocorre depois de várias declarações de Chávez que desagradaram Uribe. Na segunda-feira, ele afirmou que Uribe teria lhe dito que estava preparado para encontrar-se com o líder das Farc, Manuel “Sureshot” Marulanda. Em resposta, Uribe disse que tais comentários tinham sido feitos em caráter confidencial, e estabeleceu um prazo até 31 de dezembro para a conclusão da mediação de Chávez.

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