Começa amanhã o maior vestibular do País. Em Bauru, 3.319 candidatos enfrentarão as 90 questões de múltipla escolha da prova da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). O teste será aplicado em quatro prédios da Instituição Toledo de Ensino (ITE), na Vila Pacífico. Os portões fecharão às 13h.
O coordenador da Fuvest em Bauru, Eduardo Franco, aconselha aos candidatos a chegar no local da prova já com a sala onde prestará a prova anotada, para evitar tumulto. O candidato pode checar no site da Fuvest (www.fuvest.br) onde será sua sala. Outra opção é ir até a ITE, a partir das 10h. “As listas com o nome dos candidatos e as suas salas estarão afixadas no local a partir deste horário”, explica Franco.
Ele também destaca a importância de não chegar atrasado. “Os portões serão abertos às 12h30 e fechados às 13h. Depois disso, não adianta”, ressalta.
Em todo o Brasil, mais de 142 mil pessoas se inscreveram para as provas da Fuvest, que selecionam candidatos a 10.552 vagas -10.302 para a Universidade de São Paulo (USP), 100 para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e mais 150 para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Neste ano, os cursos tradicionais, como medicina, direito e engenharias tiveram o maior número de candidatos inscritos. Cada uma recebeu mais de 10 mil inscrições. Porém, na relação candidato/vaga, os mais disputados são jornalismo e publicidade. Nestes cursos, a quantidade de vagas oferecidas é bem menor.
Preparo
Candidato a uma vaga do curso de ciências biológicas da USP de Ribeirão Preto, o estudante Gabriel Belém de Andrade, 17 anos, está se preparando para a temporada de vestibulares fazendo o cursinho há poucas semanas. “Estamos caminhando e treinando neste um mês de cursinho”, conta. Para ele, a dificuldade será nas questões de exatas. “Acho que vai pegar um pouco em física”, avalia.
A vestibulanda Izabella Borges, 17 anos, terminou o ensino médio. Para se preparar para as provas de vestibular, freqüentava as aulas regulares que iam algumas vezes até aos domingos, além de fazer há seis meses um cursinho intensivo. Ela está se preparando para tentar uma vaga no curso de direito.
Borges já fez a prova da Universidade Estadual de Maringá (UEM) no meio do ano para conhecer o teste. Além da USP, também se inscreveu para a Universidade Mackenzie e vai tentar novamente a UEM. Entre elas a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP, é a primeira opção. “Tem bastante nome. É muito conceituada. Por isso, a (grande) procura. O problema é que aumenta a nota de corte”, diz, pensando na segunda fase das provas.
Antes de optar pelo direito, ela considerou a carreira em jornalismo, mas acabou escolhendo a primeira. “Pelo mercado de trabalho e também na diversidade do campo de atuação”, explica. A escolha foi baseada em palestras que assistiu e também no contato com profissionais da área.
Sobre a prova de amanhã, ela avalia que as questões de exatas são as que mais preocupam. “Geralmente, quem opta por direito tem mais facilidade em humanas”, pondera. “Agora, é ter esperança”, diz.