Polícia

Polícia apreende 21 máquinas caça-níqueis dentro de motel

Da Redação
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Através de denúncia, a Polícia Militar chegou na madrugada de ontem até o motel Riviera Inn, localizado no Jardim Aviação, onde 32 pessoas participavam de jogos de azar em máquinas caça-níqueis. Entre o grupo estava a ex-vereadora Catarina Carvalho, eleita para mandato entre 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000 e entre 2001 e 2004, quando assumiu cadeira várias vezes no Legislativo em virtude do processo de cassação do vereador Osvaldo Paquito. Ela afirmou que chegou no local a convite de uma amiga minutos antes da PM e que é contra qualquer tipo de jogo clandestino. “Não sou nem coadjuvante”, defendeu-se.

No motel, foram encontradas 21 máquinas caça-níqueis que estavam em quartos interligados em outra área do estabelecimento, para não gerar desconfiança daqueles que utilizam o motel para sua principal finalidade, além de R$ 284,00 em dinheiro. Todas as pessoas encontradas no local foram qualificadas de acordo com o artigo 50 da lei das contravenções penais, que prevê pena de prisão simples que vai de três meses a um ano, normalmente revertida em penas alternativas.

De acordo com o capitão PM Jorge Duarte Miguel, coordenador operacional e interino do 4º Batalhão de Polícia Militar Interior (BPMI), a proprietária do motel, Valdelina Zago Baptista de Carvalho, 50 anos, estava presente no momento da abordagem policial e confirmou que o motel estaria sendo arrendado para a prática, considerada ilícita. Ela foi a única conduzida à delegacia. Os demais presentes tiveram dados pessoais anotados pelas autoridades policiais e serão chamados a depor posteriormente. Foram recolhidos ainda dois cadernos de capa vermelha com anotações diversas, blocos e canhotos utilizados no controle do jogo.

Foi enviado comunicado para a prefeitura pelo fato do motel estar sendo utilizado por fins não previstos em seu alvará de funcionamento.

Criatividade

A maneira com que jogadores clandestinos burlam a lei para esta prática está surpreendendo a polícia. Tudo começou após megaoperação realizada em Lençóis Paulista em parceria com o Ministério Público, há três meses, quando foram apreendidas mais de 400 máquinas. Atualmente, o “modus operandi” dos proprietários dessas máquinas mudou consideravelmente, concentrando a ocultação dos aparelhos em chácaras, lan houses – onde teclados adaptados se interligam a CPUs em outros cômodos do estabelecimento – e agora, motéis.

“Eu vou jogar”. Essa era a senha de acesso para praticantes de jogos de azar entrarem no motel. Um policial disfarçado chegou ao local e disse a senha para adentrar no Riviera. Pensando ser mais um jogador, o porteiro abriu o portão da propriedade. Informações extra-oficiais dão conta de que o motel funcionava com esse propósito há pelo menos dois meses. Os policiais se depararam ainda com vários carros de luxo, sendo que cinco estavam com documentação irregular, sendo posteriormente guinchados. “Via de regra, são pessoas de família que praticam esse jogo”, ressalta o capitão.

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