Tribuna do Leitor

Precisamos refletir por amor à pátria


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Tem se tornado comum utilizar a bandeira nacional em momentos de comoção, de torcida de jogos mundiais ou lutas partidárias. Faz-se, então, do símbolo da Pátria um verdadeiro escudo, chegando-se inclusive a enrolá-la no próprio corpo, à guisa de vestimenta. Agitam-se o verde e o amarelo em dias de euforia ou de profunda tristeza.

Apesar de tais manifestações explosivas, o que se verifica, no dia a dia, é um grande desamor ao solo pátrio. Não é raro se ouvirem afirmações pejorativas sobre o País, onde as palavras subdesenvolvido, terra de ignorantes e país de Terceiro Mundo surgem abundantes. Faz-se referências aos problemas do País, comparando-se com o Velho Mundo e sua cultura. Preciso é que não esqueçamos que o Brasil é ainda um adolescente, tendo pouco mais de quinhentos anos. O Velho Mundo conta com séculos de experiência. Natural que o adolescente, pela própria fase de auto-afirmação, apresente turbulências e desacertos.

O de que carecemos é assumir verdadeira postura patriótica, que não significa simplesmente encher a boca e falar: “Sou brasileiro”, quando o País se encontre às vésperas de disputar campeonatos internacionais ou se destaca em algum outro campo. Importante que tomemos consciência de que o país melhor somente se construirá a partir das consciências individuais esclarecidas e operantes. Não podemos almejar que a corrupção desapareça do meio público, se em nosso lar, no relacionamento interpessoal agimos como corruptos.

Quem pode, em sã consciência, afirmar que trabalha pelo bem da comunidade brasileira? Que temos feito para melhorar o padrão cultural do povo? Temos nos empenhado em alfabetizar um adulto? Temos nos oferecido para apadrinhar uma criança, permitindo-lhe o livre acesso à Escola que a instrua? Temos nos oferecido como voluntários para aprimorar o padrão de urbanismo em nosso bairro? Colocamos o lixo bem acondicionado em sacos plásticos, para evitar a exalação do mau cheiro, tanto quanto facilitado a tarefa dos nossos conterrâneos lixeiros? Temos respeitado as leis ou ainda somos dos discípulos da doutrina do jeitinho brasileiro? O país é sempre o retrato dos que o compõem. Feliz ou infeliz, nobre ou vil, é a soma dos indivíduos que nele se nutrem.

Que no ano de 2008 paremos para refletir mais sobre as nossas próprias conduta de cidadão, seja em casa, na escola, no trabalho, em nossa cidade, no Estado, em nosso País que é o nosso Brasil e a nossa bandeira verde, amarela, azul e branca “Ordem e Progresso ”. As nossas crianças e jovens serão o nosso futuro? A “esperança” nunca morre desde que tenhamos atitudes de praticar o que for de melhor para se fazer e tomemos como exemplo o trabalho das formigas, elas nunca trabalham sozinhas, sempre unidas. Desejo a todos um próspero e feliz 20087. Com muita saúde, paz felicidade e união de um Brasil melhor!

Marly Dias Gomes - RG 9.276.168-9

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