Tribuna do Leitor

Ao mestre, com carinho


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Ele arribou nos anos 50, deixando a Cidade Maravilhosa, trocando-a pela Cidade Sem Limites. Naqueles tempos, professor que se prezasse não deveria apenas ter uma vasta cultura. Teria que se impor pelo medo infligido ao aluno. Muitos grandes professores no saber assim ficaram famosos, porque esta era a maneira na época de se manter a disciplina, a autoridade. Era o tempo do “magister dixit”. Não havia muito diálogo entre os docentes e os discentes.

Os professores tinham um vasto programa a ser cumprido. Eram semelhantes ao coelhinho apressado de “Alice no país das maravilhas”, do escritor Lewis Carroll. Entravam falando e assim procediam até o término da aula. Queriam despejar nos alunos tudo que sabiam, lutando contra o relógio. Mas aquele que veio do Rio de Janeiro inovou. Ele ia transmitindo seus conhecimentos com mansidão, sem açodamento. Facultando o diálogo, visando ao binômio ensino-aprendizagem.

Eu e minha esposa fomos seus alunos. Eu, no Instituto de Educação Ernesto Monte (ensinos fundamental e médio). Ela, no Colégio São José (magistério). Posteriormente ele foi meu professor na ex-Fafil (atual USC). A lembrança que guardamos dele é a de um professor preocupadíssimo com a formação, sem desprezar a informação. Durante os anos que lecionamos, tanto eu como minha esposa plagiamos conscientemente o “modus faciendi” daquele mestre. Dentro de nós dois havia um pedaço dele.

Esta singela homenagem prestamos (eu e minha esposa) ao mestre, com carinho. Atualmente ele está com 81 anos de idade. Que ele viva muitos anos para continuar a servir como parâmetro para as gerações presentes e futuras. Ao professor José Benedicto Pinto nosso muito obrigado pela lição de vida. Tenha certeza que a semente que plantou em inúmeros corações vingou. Vicejou, reproduziu-se. Multiplicou-se.

Gilberto Sidney Vieira - RG 3.476.358-2

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