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Pai troca até o automóvel do filho

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O silvicultor Manoel Ferreira Neto, 54 anos, não pensou duas vezes. Viu que as facilidades para aquisição de um carro novo aumentaram e aproveitou para trocar não só o próprio carro, mas também o do filho João, 21 anos.

Manoel tinha um Palio 2006. Ele nem havia terminado de pagar o carro, mas isso não o impediu de sonhar com um novo ainda este ano. Com tantos incentivos, decidiu quitar o Palio e foi buscar um Punto novinho em folha. A diferença no valor de um carro para outro, ele vai pagar em 36 meses.

Viu que o negócio era bom e foi atrás de trocar o carro do filho também. João, que está no quarto ano de medicina veterinária, tinha um Gol. Agora, está de Astra. Manoel lembra que demorou 60 dias para receber o carro do filho. Ele conta que quando estava no pátio da revendedora da Chevrolet em Bauru, havia um monte de veículos expostos, mas todos vendidos. “Estavam lá só para não deixar o pátio vazio”, observa.

Outro que aproveitou para trocar de carro foi o assistente técnico Carlos Roberto, 47 anos. Na verdade, o veículo não ficou com ele, mas com a esposa, Silvia Cristina, que trabalha em Botucatu e viaja todos os dias. A esposa tinha um Palio básico, motor 1.0 flex, e agora está com um Fiesta, motor 1.6, completo, também flex.

Isso foi há cerca de três meses. Na época, a fila de espera estava em torno de 30 dias, mas eles tiveram sorte e graças a uma desistência conseguiram sair de carro novo no dia da compra. “Já andei muito de ônibus. Hoje, graças a Deus, posso ter esse conforto de andar de carro novo”, comemora.

Por sua vez, o empresário César Augusto da Silva Cozza, 40 anos, aproveitou a oportunidade para comprar uma Ranger cabine dupla. Ele vendeu a que ele estava usando, uma Montana, pegou um pouco de dinheiro que tinha guardado e financiou o restante em 24 meses.

“Hoje, está muito mais fácil comprar um carro zero”, afirma.

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