Política

Moradores de Tibiriçá protestam pela manutenção e divisão do Centro Rural

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores do distrito de Tibiriçá se reuniram na tarde de anteontem para discutir o rumo do Centro Rural, que completou 37 anos no início do mês. Revoltados com a postura da prefeitura de cercar alguns prédio no terreno, eles agora lutam para manter a parceria com o Município que garantia o pagamento das contas de água e eletricidade.

Um dos representantes do conselho do Centro, Carlos Aparecido de Almeida, relata que a prefeitura informou à entidade que assim que a nova diretoria tomar posse – o Centro está em fase de reestruturação do conselho e do regimento interno -, iria suspender o pagamento das contas de energia elétrica e água.

Ele destaca que desde o início da administração Tuga Angerami, o Centro Rural colaborou com a prefeitura. “Vieram e pediram o lugar para construir o Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Avaliamos que era bom para a comunidade e cedemos o espaço. Também fizeram uma horta e a biblioteca. Tudo que era bom para a comunidade, era aceito”, relata.

“De repente, começaram a cercar tudo, com o objetivo de parar de pagar as contas. Como vamos fazer para descarregar caminhões aqui depois que eles instalaram esse alambrado?”, questiona. Ontem, reunidos na sede da entidade, moradores e representantes do conselho discutiam alternativas para o impasse. A reunião também teve participação do vereador Marcelo Borges (PSDB) e de Maurício Lima Verde, do Sindicato Rural de Bauru e Região, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), representante dos produtores brasileiros na Organização Internacional do Café (OIC) e vice-presidente da Comissão Nacional do Café (CNC). O prefeito Tuga Angerami foi convidado para a reunião, mas não participou do encontro nem enviou representantes.

A proposta elaborada na tarde de sábado é que a prefeitura mantenha a parceria por mais algum tempo, até que a entidade se reestruture. “Pretendemos oficializar parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), para que tenhamos condições de nos manter”, revela Almeida.

Lima Verde destaca que a administração municipal está indo contra os interesses da população. “A prefeitura tomou uma medida de força. Fechou o centro com cadeado e determinou sem consultas”, critica, salientado que a entidade é o único Centro Rural remanescente do Estado.

Marcelo Borges se colocou à disposição dos moradores do distrito. “A prefeitura pode ficar com a unidade básica de saúde, com o Cras. Mas o resto é da comunidade”, destaca. Uma idéia proposta pelo vereador é trazer para o distrito uma sede do Senar. “O deputado Pedro Tobias também se diz disposto a auxiliar em tudo o que for possível”, diz.

Durante a semana, os representantes do Centro Rural vão procurar a prefeitura, para agendar uma reunião com Tuga. Eles vão propor a manutenção do acordo antigo com o município, até que se reestruturem e consigam fortalecer parceria com o Senar.

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