NERVOS DE AÇO
Vale lembrar que mesmo com a derrota para o Internacional, o Palmeiras conseguiu manter-se em quarto lugar no Campeonato Brasileiro. Isso porque, o Cruzeiro perdeu para o Sport no Recife. Desta maneira, o Alviverde depende apenas de suas forças para se garantir na Libertadores do ano que vem. Para tanto, basta vencer o Atlético Mineiro, domingo, no Palestra Itália, pela última rodada da temporada. Para os palmeirenses, muita calma nessa hora, porque desespero significa pelo menos 50% de fracasso antecipado. Mas o jovem e competente técnico Caio Júnior tranquiliza os fãs do Verdão, garantindo que ele e os jogadores estão preparados para a pressão da última rodada. Eu acredito e até aposto na classificação, mas o Palmeiras terá que ser agitado e frio ao mesmo tempo.
O CHEFINHO
Alguns santistas não deixaram de fazer média com Vanderlei Luxemburgo, após a virada em cima do Paraná. Os jogadores elogiaram Luxa que foi, segundo eles, o responsável pelo resultado positivo. Kléber puxou o coro de elogios dos colegas ao treinador, dizendo que a bronca que ele deu no intervalo surtiu efeito. Luxemburgo é realmente um grande técnico e merecia comandar a Seleção, mas o principal responsável pela vitória de domingo, em Curitiba, foi Kléber Pereira, que marcou os três gols. O Santos faz seu último jogo do ano contra o Fluminense, na Vila, e promete vencer para terminar o Brasileirão em segundo lugar.
MARAVILHA
A torcida do Flamengo, a maior do País, cumpriu sua parte e encerrou o ano com chave de ouro. Domingo passado, a maravilhosa massa torcedora rubro-negra empurrou, com quase 90 mil vozes, o time na vitória sobre o Atlético Paranaense no Maracanã, e viu a vaga na Libertadores ser confirmada por antecipação. Depois de rondar a zona do rebaixamento durante boa parte do primeiro turno, o Flamengo teve uma arrancada espetacular e é o terceiro colocado, com 61 pontos, não podendo mais ser alcançado pelo Cruzeiro, que é o sexto colocado, com 57.
SÓ ALEGRIA
Coritiba venceu o Santa Cruz e garantiu a taça de campeão do Brasileiro da Série B. Mas bem longe de Recife, aconteceram outras festas. Se esquecendo que o jogo só acaba quando termina, o Ipatinga comemorava o título após a goleada sobre o Paulista, em Jundiaí, não imaginando que o Coxa conseguiria a virada nos acréscimos. Também em estádio paulista, um time levantou o caneco, mesmo ficando em terceiro, seis pontos atrás do Coritiba. Tratava-se da Portuguesa. O patrocinador, Banco Banif, entregou uma taça aos jogadores após a vitória sobre o Criciúma. Só que a Lusa comemorava a volta ao grupo de elite. Achei isso legal, tem mais é que comemorar, mesmo.
ACESSO
Bragantino e Bahia, que conquistaram o acesso domingo, têm história no futebol nacional. Sob o comando do saudoso técnico bauruense Norberto Lopes – Vanderlei Luxemburgo assumiu o cargo depois -, o Braga sagrou-se campeão da Série B em 1989. E dirigido por Carlos Alberto Parreira, foi vice-campeão da Série A em 1991. O Bragantino retorna à Segundona depois de cinco anos, já que em 2002, foi o último colocado. E o Bahia, com Bobô e cia., ganhou o Brasileirão de 1988. Agora, restam apenas duas vagas para a Série B do próximo ano, a serem disputadas pelo potiguar ABC e pelos goianos Atlético, Vila Nova e Crac.
CURIOSIDADE
Vítor Hugo, ex-jogador e técnico do Noroeste, foi campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo, em 1989.
AQUELE ABRAÇO
Alô Pavanello, Bruno, Tonhão, Celsão e toda a galera da Sangue Rubro: parabéns bela belíssima festa de domingo. Amigo Hélio Sant´Agostino, obrigado e tudo de bom. Um abraço bem especial a um dos melhores jornalistas esportivos que conheço, Rodrigo Allegro, e sua bonita mulher Renata. Obrigado, meu grande amigo.
MEMÓRIA
Decisão do Campeonato Brasileiro de 1991: Bragantino 0 x 0 São Paulo, em Bragança Paulista. Árbitro: José Roberto Wright. O Tricolor sagrou-se campeão porque venceu o jogo de ida por 1 a 0, no Morumbi. Bragantino: Marcelo; Gil Baiano, Júnior, Nei e Biro-Biro; Mauro Silva, Ivair e Alberto (Franklin); Mazinho (Luís Miller), Sílvio e João Santos. Técnico: Carlos Alberto Parreira. São Paulo: Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão, Bernardo e Raí; Mário Tilico, Muller e Macedo (Elivélton). Técnico: Telê Santana.
TRAGÉDIAS
Muita tristeza, fim de semana trágico. Sábado à noite, na rodovia Limeira-Piracicaba, morreu Pecos, lateral-esquerdo campeão paulista de 1986, pela Inter. Morte de boleiro em acidente de carro virou rotina. Domingo, em Salvador, outra tragédia: uma parte do anel superior da Fonte Nova (que recebeu mais de 60 mil pessoas) cedeu às comemorações pelo acesso do Bahia à Série B e deixou sete mortos, além de dezenas de feridos. Os acidentados caíram da altura de um prédio de cinco andares e foram parar na rua. Esse tipo de tragédia não foi o primeiro no futebol brasileiro. Na final do Brasileiro de 92, entre Flamengo e Botafogo, no Maracanã, um gradil da arquibancada cedeu, provocando três mortes e uma centena de feridos. Em 2000, na final da Copa João Havelange, entre Vasco e São Caetano, em São Januário, parte do alambrado ruiu e mais de 100 torcedores saíram feridos.