Tribuna do Leitor

Omissão de socorro... Que pena!


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Quero utilizar desse espaço para protestar contra a atitude de um motorista irresponsável, que, com o seu comportamento promoveu, a mim e à minha mãe, o pior final de semana deste ano. Estava eu passeando com minhas duas cachorras de estimação, na última sexta-feira, dia 23, quando a mais velha, uma pintcher preta de 12 anos, ao tentar atravessar a rua onde moramos, ou seja, quadra 16 da Rua Ezequiel Ramos, foi atropelada por um veículo azul marinho cuja placa foi anotada para, mais tarde, registrar um boletim de ocorrência. Tomei essa atitude pelo fato de que o motorista, após tomar conhecimento do atropelamento, deu sinal de que iria parar, mas, quando eu me abaixei para pegar minha cachorra, ele se evadiu, fugiu, e nos deixou sem prestar o devido socorro ou pelo menos dar uma satisfação. A minha indignação é quanto ao comportamento dessa pessoa, pois quem age assim, com certeza, não gosta de animais e faria o mesmo caso fosse uma criança. Após o ocorrido, peguei meu carro e fui até uma clínica veterinária. Lá chegando, ao dar entrada, a cachorra veio a falecer. Minha mãe, uma senhora de 88 anos, está em prantos e vive chorando pelos cantos da casa. Não é pra menos, pois toda a vida merece respeito, toda criatura de Deus merece carinho. O amor que um cachorro tem pelo seu dono é um exemplo para todos os viventes. Existe uma reflexão que diz assim: “Você sabe porque o cachorro vive menos que o homem? É que o homem nasceu para aprender a amar, já o cachorro nasceu amando”. Um animal que, além de amigo, é fiel. A outra cachorra ficou sem sua companhia. Nós ficamos sem a espera, a acolhida, o abanar da cauda de todos os dias, o nosso mimo. E você, motorista omisso e covarde, será que conseguiu dormir tranqüilo? Eu não conseguiria... Eu gostaria muito de estar lhe prestando uma homenagem nesse espaço, mas, infelizmente, você ainda não merece. Deus lhe pague por tudo e espero que sejamos cada vez mais “bons samaritanos” socorrendo aos que precisam de socorro. E viva os animais, que, mesmo sem falar, dizem muito à humanidade.

Adilson Motta - RG 7.466.983

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