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Tragédia da Fonte Nova: Estádio será implodido, anuncia Wagner

Por Da Redação | Com Gazeta Press e Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

Salvador - O primeiro desdobramento da tragédia ocorrida no último domingo na Fonte Nova, com sete pessoas mortas pela queda da arquibancada durante o jogo entre Bahia e Vila Nova, foi conhecido ontem. O governador da Bahia, Jacques Wagner, antecipou o prazo dado para sua decisão e anunciou a demolição do cinqüentenário estádio baiano

A medida foi divulgada pelo governante após uma reunião com seus secretários. A idéia de Wagner é a construção de um novo estádio no local da Fonte Nova, que foi concluída nos anos 50 e não passa por reforma há 37 anos.

Segundo a assessoria do governo, a intenção existe desde a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, e a única dúvida era se a nova arena seria construída no mesmo local da Fonte Nova ou em outra região de Salvador.

Jacques Wagner também garante que o acidente do final de semana acelerou a sua decisão. “Todos sabem da minha inclinação em implodir a Fonte Nova, isso foi dito diversas vezes antes da tragédia do domingo. Já temos um projeto em andamento que prevê, além da construção do estádio, um shopping center e estacionamento”, declarou o governador. “Vamos apagar essa velha Fonte Nova e proporcionar aos torcedores baianos um estádio digno”, promete.

Excesso de público no Couto Pereira

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba afirmou ontem ter constatado excesso de público no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, durante a partida entre Coritiba e Marília, no último dia 16. O público total foi de 43.649 pessoas, sendo 38.689 pagantes, e, segundo a promotoria, o Corpo de Bombeiros enviou um laudo em que informa que a capacidade total de público (pagantes e não pagantes) autorizada para o estádio é de 35.759 pessoas.

“O Corpo de Bombeiros informou que todo e qualquer público acima desse é considerado excesso, podendo configurar risco potencial ao torcedor”, disse o promotor João Henrique Vilela da Silveira. “E, em matéria de segurança, os bombeiros são a autoridade competente.”

Ele afirmou que enviará cópia do ofício dos bombeiros ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e à CBF, para que sejam tomadas as providências previstas pelo Estatuto do Torcedor. Caso seja denunciado e condenado, o Coritiba pode perder o mando de campo por até seis meses, justamente no ano em que voltará à Série A do Brasileiro.

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