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Amapá possui o menor índice de esgoto tratado

Folhapress
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São Paulo - O Amapá é o Estado brasileiro com menor índice de esgoto tratado, de acordo com o estudo divulgado ontem pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa de acesso à rede geral de esgoto é de apenas 1,42%. A reportagem entrou em contato com o governo do Estado para comentar o estudo, mas até o fechamento da edição não obteve uma resposta.

A FGV afirma que em outros sete Estados do País a taxa fica abaixo dos 10%: Rondônia (3,11%), Piauí (3,25%), Pará (3,95%), Amazonas (3,97%), Alagoas (7,6%), Tocantins (9,14%) e Maranhão 9,44%). No outro oposto estão São Paulo (84,24%), Distrito Federal (79,85%) e Minas Gerais (73,43%). Em relação às áreas metropolitanas, a região de Belo Horizonte lidera o ranking, com 83,58%, seguida por São Paulo, com 78,64%. São Caetano do Sul (Grande São Paulo) é o município do País com maior índice de rede geral de esgoto do País. São 98,64%.

Os pesquisadores relacionam o alto índice com outros fatores, tais como a cidade deter o maior Índice de Desenvolvimento Humano (FGV) do País. O estudo aponta ainda que dos 50 municípios com maiores índices de acesso à rede de esgoto no País, o Estado de São Paulo detém 44 cidades. No entanto, em alguns municípios paulistas, como Canitar, Independência e Sandovalina, possuem taxa zero de rede geral de esgoto.

Ainda segundo o estudo, o Brasil gasta apenas 0,09% do Produto Interno Bruto (PIB) em saneamento básico. Os Estados que mais investem em saneamento básico são Tocantins, Acre e Roraima. Se for analisada a proporção de gastos per capita, a cidade de Itaipulândia (PR) é o município do País que mais investe no setor: R$ 859,73, seguida por Irapoã (MG), com 826,94 e Quissamã (RJ), que investe R$ 742,36.

No Estado de São Paulo a cidade que mais investe em saneamento básico - se for levado em consideração os valores totais investidos e o número de habitantes (per capita) - é Bertioga, no litoral, com R$ 623,20.

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