Bairros

Com barco inflável, bombeiros simulam resgate em enchente

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Às vésperas do período crítico de chuvas e também das enchentes em Bauru, o Corpo de Bombeiros realizou ontem o último treino preparatório para enfrentar as inundações nos pontos mais vulneráveis da cidade. Equipados com coletes salva-vidas, flutuadores, barco inflável, cordas e outros equipamentos de proteção individual, bombeiros viveram situações de alagamentos e enchentes e simularam salvamento de pessoas. A simulação foi feita no rio Batalha, no subdistrito de Clavinote.

Cerca de 90 soldados participaram, desde terça-feira passada, de simulações de salvamento no rio Batalha. Todas as provas se aproximaram muito da realidade de Bauru durante chuvas fortes, quando avenidas como Alfredo Maia, Cruzeiro do Sul, Nuno de Assis e Nações Unidas ficam intransitáveis por conta dos alagamentos.

“Visamos mais o trabalho com a correnteza, porque essa situação exige muito treinamento do bombeiro. É impossível utilizar os remos para socorrer uma vítima porque a força da água é muito forte”, ressalta o sargento Oscar Divino Marques, que coordenou o treinamento.

Um dos exercícios da série de testes foi a descida do rio com colete salva-vidas para reconhecimento do local. Depois, os soldados foram submetidos a simulados de salvamento com correnteza intensa. Nessa prova, utilizaram o recurso lift belt, um flutuador salva-vidas. “Trata-se de um saco de salvamento. No momento em que a vítima é levada pela correnteza, o bombeiro, acompanhando tudo, joga o saco de salvamento e socorre a pessoa”, explica Marques.

Em outra prova, os soldados usaram um barco inflável, colocando em prática técnicas de travessia para resgate de vítimas. Nesta ação, uma corda esticada, de uma margem à outra do rio, deu sustentação ao barco inflável, que ficou preso a um ferro fixado no cordão.

“Nessa ocasião, imaginamos um alagamento na Nações ou na Alfredo Maia. Com o cabo, de um lado ao outro da avenida, é possível socorrer a vítima com sucesso”, acrescenta o sargento. De acordo com Marques, os meses de janeiro e fevereiro são os mais críticos em enchentes em Bauru. Ele diz que a população pode colaborar mais, respeitando as orientações dos bombeiros e da Defesa Civil, principalmente nos dias de chuva mais intensa.

“Tivemos algumas incidências ano passado por teimosia do condutor do veículo. O local estava bloqueado, mas mesmo assim, insistiu e passou na área. As pessoas têm que entender que atitudes como essa são arriscadas à vida e que é impossível permanecer uma viatura no local, já que outros problemas ocorrem simultaneamente”, destaca Marques.

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