São Paulo - As Estatísticas do Registro Civil, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feitas com dados de cartórios colhidos em 2006, apontam que ano passado foram realizados 889.828 casamentos no Brasil, 6,5% a mais do que em 2005 (835.846).
Segundo o instituto, o aumento no número de casamentos registrados segue uma tendência observada desde 2002 e resulta, em parte, da legalização de uniões consensuais. Entre as mulheres, a maior taxa de casamentos ocorreu no grupo etário de 20 a 24 anos (30%). Já os homens tiveram taxa mais elevada na faixa de 25 a 29 anos (35,8%).
As taxas das mulheres são maiores apenas nos dois grupos etários mais jovens (15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Nos demais, as taxas observadas para homens são, sistematicamente, maiores. O IBGE também calculou a idade média dos homens e das mulheres à época do casamento.
Em 2006, a idade para os homens no primeiro casamento foi de 28,3 anos e, para as mulheres, 25,4 anos. Quando o cálculo considerou todos os casamentos, a média de idade dos homens elevou-se para 30,6 anos e a das mulheres, para 27,2 anos. O mês com mais casamentos registrados foi dezembro, por conta do aumento da massa salarial, sobretudo com o 13.º salário, explica o IBGE.
Entre as pessoas de 60 anos ou mais, a diferença por sexo se acentua: fica em 3,4% para os homens e em 0,9% para as mulheres. As maiores taxas para indivíduos do sexo masculino foram observadas entre os residentes do Acre, Amapá e Alagoas com, respectivamente, 9,4%, 6% e 5,9%. Para as mulheres de 60 anos ou mais, as taxas de nupcialidade mais elevadas ocorreram no Acre (2,7%), em Tocantins (1,8%) e no Maranhão (1,8%).
O IBGE anotou ainda que o número de casamentos entre solteiros em todo o País está caindo. Em 1996, 90,9% dos casamentos eram entre solteiros e, em 2006, esse resultado caiu para 85,2%. No ano passado, o Rio de Janeiro (79,5%) teve a menor proporção de casamentos entre solteiros. Na outra ponta, Amazonas e o Piauí ficaram com os maiores percentuais (94,9%). Por outro lado, as estatísticas mostram a proporção de casamentos entre indivíduos divorciados com cônjuges solteiros tem crescido.
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Mais divórcios
São Paulo - Os divórcios cresceram 7,7% de 2005 para 2006, passando de 150.714 para 162.244 em todo o País, segundo informa ontem o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil, com informações levantadas nos cartórios do país em 2006.
De acordo com os dados, o comportamento dos divórcios mostrou tendência de crescimento em todas as regiões, sendo de 16,6% para o Norte, 5,3% para o Nordeste, 6,5% para o Sudeste, 10,4% para o Sul e 9,3%, no Centro-Oeste. Já o número de separações judiciais concedidas foi 1,4% maior do que em 2005, somando um total de 101.820. Neste período, a análise por regiões mostra distribuição diferenciada com a mesma tendência de crescimento: Norte (14%), o Nordeste (5,1%), o Sul (2,6%) e o Centro-Oeste (9,9%). Somente no Sudeste houve decréscimo de 1,3%.
A diferença de crescimento entre divórcios e separações, segundo o IBGE, “revela uma gradual mudança de comportamento na sociedade brasileira, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade, além da agilidade na exigência legal, que para iniciar o processo exige pelo menos um ano de separação judicial ou dois anos de separação de fato”.
De 1996 a 2006, a pesquisa mostrou que a separação judicial manteve o patamar mais freqüente e o divórcio atingiu a maior taxa dos últimos dez anos. Em 2006, os divórcios diretos foram 70,1% do total concedido no país. Os divórcios indiretos representaram 29,9% do total.