Economia & Negócios

Vigias do Lauro continuam sem salário

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 2 min

Durou apenas dois dias a greve dos vigilantes do Instituto Lauro de Souza Lima, mas o imbróglio parece estar longe de um final que agrade a todos. Os profissionais paralisaram suas atividades na última quarta-feira em virtude de atraso nos salários de outubro e novembro, além da primeira parcela do décimo terceiro. Benefícios trabalhistas como INSS e FGTS também estariam irregulares.

Diante da situação, a diretoria do hospital rescindiu contrato com a empresa Fortes, de São Paulo, e providenciou a contratação da Gocil, que iniciou as atividades no local na manhã de ontem. Houve reformulação na grade pessoal e foram mantidos 20 do total de 24 seguranças. Mas as pendências financeiras continuam.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Região, Jesus de Souza Meira, o departamento jurídico do órgão entrou com ação na Justiça do Trabalho para garantir o pagamento dos seguranças através do bloqueio da fatura de novembro que seria entregue à empresa de segurança.

“Eles (a empresa Fortes) não têm intenção de pagar e tudo será feito via Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho”, afirma Meira. O objetivo do sindicato é bloquear o repasse feito pelo instituto à empresa de segurança para que os trabalhadores sejam pagos com esse dinheiro.

Ao contrário da última quinta-feira, a reportagem do Jornal da Cidade conseguiu contato na tarde de ontem com representantes da Fortes, com sede em São Paulo. No entanto, de acordo com a encarregada do setor financeiro, Flávia Habib, a culpa seria do próprio instituto, que não teria feito o repasse necessário.

“Estamos aguardando a liberação da fatura, uma vez que o salário não pode sair sem ela. Não temos condições de pagar sem a fatura”, explica. Ela desconhece qualquer tipo de ação judicial contra a empresa.

A diretoria administrativa do Instituto Lauro de Souza Lima afirmou que os pagamentos foram realizados normalmente até o mês de outubro e que o atraso do mês seguinte foi motivado por irregularidades no FGTS e INSS dos funcionários. O hospital alega que apenas poderia fazer o repasse em caso de regularização dessas pendências.

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