Washington - A oposição democrata no Congresso americano, grupos de direitos humanos e advogados de prisioneiros de Guantánamo reagiram indignados à informação, publicada hoje pelo “New York Times”, de que a CIA havia destruído em 2005 duas gravações de sessões de interrogatórios de suspeitos de terrorismo islâmico.
Os interrogatórios, em 2002, tiveram entre suas vítimas Abu Zubaydah e Bin al-Shibh, que foram submetidos à simulação de afogamento, uma das formas de tortura que o governo americano qualifica de “formas duras” de obter informações.
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que o presidente George W. Bush foi informado apenas ontem de que as fitas existiram e haviam sido destruídas. Citou o diretor da CIA, general Michael Hayden, para quem “as fitas levantavam um sério risco” por permitirem a identificação de agentes, “expondo-os, a eles e seus familiares, à retaliação da Al-Qaeda e de seus simpatizantes”. Afirmou ainda que apenas um pequeno número de prisioneiros foram submetidos a interrogatórios mais “duros” e que essa prática “salvou muitas vidas” e é “necessária à segurança do país”.