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Colômbia: Uribe recua e aceita zona neutra para encontro com as Farc

Folhapress
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Bogotá - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, aceitou ontem a criação de uma “zona de encontro” para definir um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que leve à libertação de seqüestrados e anunciou um fundo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões) para recompensar rebeldes que soltem reféns.

O anúncio indica um recuo de Uribe nas negociações com as Farc, que condicionam a soltura de reféns à criação de uma área sem a presença militar.

Embora o colombiano tenha afirmado que não se trate exatamente de uma “zona de despeje” (desmilitarizada), como reivindicam as Farc, a área a ser criada deverá estar alocada em espaço rural onde não haja postos militares nem policiais, afirmou Uribe.

Também deverá, preferivelmente, não abrigar habitantes. De acordo com Uribe, observadores internacionais serão convidados a acompanhar as negociações com a guerrilha. O anúncio do presidente foi feito em discurso na presença de ministros e militares.

A aceitação por Uribe da proposta - feita pela Conferência Episcopal da Colômbia e pela Comissão Nacional de Conciliação - se dá um dia depois de o presidente rechaçar a criação de uma “zona de despeje” que implicasse a retirada de tropas de parte do território nacional.

Área despovoada

O presidente disse que o modelo proposto pelas Farc, que querem a desmilitarização em área de 800 km2 que engloba os municípios de Pradera e Florida (sudoeste) e tem mais de 150 mil habitantes, poderia “maltratar” muitos cidadãos.

Segundo Uribe, a área deverá ter 150 km2 e existirá por tempo limitado de 30 dias.

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