Cultura

Roldão Senger narra aventuras de uma família em ‘A Coruja-Católica’

Da Redação
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Mistério, aventuras e muitas superstições são os ingredientes de “A Coruja-Católica”, segundo romance de Roldão Senger. No livro, lançado este ano na Bienal do Livro de São Paulo, o escritor bauruense narra a trajetória de uma família devota a Santo Inácio de Loiola, os Aguiar Coutinho.

Ao chegar ao Brasil com os primeiros jesuítas, a família instituiu um patriarcado e, séculos depois, vive uma grande história, protagonizada por dois de seus membros. Moradores de Potiguaçu, os Aguiar Coutinho têm o seu rumo modificado pela visita de um casal de corujas-católicas, aves de hábitos noturnos a que o povo atribui poderes sobrenaturais. “As pessoas acreditavam que a vinda dessas corujas anunciavam a morte de alguém”, revela o escritor.

Dois primos, praticamente homônimos, alistam-se e são convocados pela Força Expedicionária Brasileira a combater nos campos da Segunda Guerra Mundial. “Eles foram criados como irmãos e por conta de uma troca de nomes, instaurou-se uma grande confusão que os separou por um bom tempo”, conta Senger.

Ao longo da narrativa, conduzida pela fé e superstições das personagens, Senger traz ainda acontecimentos da história do Brasil e alguns de seus costumes. “Apesar de ficcional, a história tem, como pano de fundo, hábitos e fatos da história do País”, considera o autor.

Roldão Senger é membro da Academia Bauruense de Letras e também autor de “Era uma Vez”, sua primeira publicação; “Prosa e Poesia” e “Farrambamba”, seu primeiro romance.

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