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Bom Velhinho chega iluminado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O Papai Noel chegou até sua casa por um caminho iluminado. Em meio aos gritos de euforia das crianças, ele entrou pela Praça Portugal acompanhado por alunos da Escola Viver, que fizeram um passeio com lanternas. Cercado por tanta gente, seu trajeto não foi fácil, mas feliz.

“Estou realizando um sonho”, comentou ele com a reportagem. Embora nesses casos, a emoção seja algo previsível, a novidade está no comportamento dele: jovial e descontraído, é falante e gosta de rebolar. Quem participou da Super Parada de Natal do JC, realizada anteontem, pôde confirmar. Papai Noel até dançou!

Sua presença foi aguardada com ansiedade. Momentos antes da chegada, crianças gritavam “Queremos o Papai Noel”.

Além de visitar a casinha, quem for ao local ainda terá a oportunidade de dar uma volta de trenó, por R$ 1,00. Às sextas-feiras, sábados e domingos, ficará aberta ao público a oficina de brinquedos. Para entrar, será cobrado ingresso de R$ 2,00. As atividades são de responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e do Grupo Empresarial de Apoio à Criança e ao Adolescente de Bauru (GEA).

“Estamos aproveitando tudo”, comenta a empresária Márcia Andréia Duarte, ao lado das duas filhas, que olhariam nos olhos do Papai Noel.

Os alimentos e brinquedos arrecadados com visitas serão revertidos às 58 entidades assistenciais de Bauru participantes do projeto. “É muito legal ver as crianças doando brinquedos. Elas já adquirem a consciência da ajuda”, comenta a monitora do Cite Fundação Toledo, Mayara Daniela Moraes Botelho.

Diante das demonstrações de desapego e do clima, sua colega de barraca, a também monitora Juliana Aparecida dos Santos, era capaz de jurar: “Papai Noel realmente existe”.

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Um lar de boas energias

A Casinha do Papai Noel irradia energia boa. Cada detalhe dos seus 50 metros quadrados foram cuidadosamente preparados por cinco amigas, que usaram o instinto e o coração para decorá-la. “Foi pensando nas crianças que a gente sentou no chão e foi brincar. Lembramos da infância e da importância da família nessa época”, comentou a empresária Maria Zapaterra.

Ela trabalhou na companhia da gerente do Secovi, Cláudia Salles. De acordo com ela, se não acreditassem no Papai Noel, não conseguiriam reproduzir na casinha o imaginário das pessoas. “A cada ano, a Casinha se supera. Neste ano, são 58 entidades beneficiadas com os alimentos e os brinquedos”, comenta.

Tanta empolgação fez com que a decoradora de festas infantis Rosângela Soares quebrasse um tabu e fizesse uma árvore de Natal. “Eu choro até com propaganda de xampu e vou montar uma árvore? É indiscritível a sensação”, garante, emocionada.

Trabalharam com as três as funcionárias do JC Beth Zambelo e Rose Amaral. “Todos nós nos divertimos muito. Fantasiamos junto com o público, vivenciamos e curtimos tudo isso”, conclui o diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden.

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