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Lençóis Paulista inicia a construção da ETE com recursos do PAC

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lençóis Paulista (SAAE) deu início, há três semanas, à terraplanagem onde ficarão as lagoas de contenção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que será financiada, em sua maior parte, com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o diretor do SAAE, José Alexandre Moreno, a construção propriamente dita deve começar dentro de três a quatro semanas. “A parte de terraplanagem já está sendo feita há cerca de 20 dias, que é a parte das lagoas. A parte de construção deve começar daqui uns 20, 30 dias”, confirma.

Pelo acordo, Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) receberá da União R$ 3,2 milhões de recursos do PAC para a construção da ETE e o município dará como contrapartida R$ 1,5 milhão. No total, a obra consumirá R$ 4,7 milhões.

Conforme o JC divulgou, o sistema de tratamento de esgoto de Lençóis Paulista começou a ser construído em 2003, quando o prefeito José Antonio Marise (PSDB) firmou compromisso com o Ministério Público do Estado de São Paulo. O município já construiu com recursos próprios um emissário no Distrito Industrial e interceptores nos três córregos que cortam a cidade, num total de 17.298 metros de tubulações. Atualmente, os rios não recebem mais esgoto na área urbana.

“Agora, nós estamos na última etapa desta primeira fase das obras do sistema de tratamento de esgoto. A primeira fase da obra foi a implantação de interceptores ao longo do rio Lençóis, do Córrego da Prata e do Córrego Corvo Branco. Todos já estão interceptados e as interligações prontas. Até agora todas as obras foram feitas com recursos do município”, ressalta Moreno.

Cerca de R$ 7,3 milhões já foram gastos no sistema com recursos financeiros e mão-de-obra da própria administração. A estimativa é de que a ETE atenda por 20 anos a cidade, que hoje tem 60 mil habitantes.

“Ele (recurso do PAC) vai ser empregado na construção do sistema do tratamento, especificamente. Isso envolve uma estação elevatória de bombeamento, que vai interligar o emissário que chega nela e bombear todo o efluente para a lagoa de tratamento”, explica o diretor do SAAE.

Tratamento

O emissário com 2.550 metros de extensão receberá todo o esgoto da cidade e o conduzirá para a ETE que está sendo construída há cerca de cinco quilômetros da área urbana, na Fazenda Lageado. “Essa estação de tratamento vai ser um conjunto de duas lagoas facultativas (anaeróbias e aeróbias) e o efluente volta para o rio tratado”, comenta Moreno.

Toda a obra está sendo executada pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp). “Como é um órgão público pode ser contratado por dispensa de licitação, o que foi feito”, ressalta o diretor da autarquia.

Cronograma

Moreno diz que o cronograma das obras está em dia e, se tudo correr de acordo com o previsto, o sistema estará funcionando por completo no mês de setembro do próximo ano. “O prazo que nós estamos trabalhando é para entregar até setembro do ano que vem o sistema todo. Isso significa que 100% do esgoto hoje coletado será tratado. Este esgoto corresponde a 100% das casas na área urbana”, conclui o diretor.

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