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Economia do País cresce 5,3% no ano

Por Da Redação | Com Folhapress e Agência Estado
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Rio - A economia brasileira cresceu 1,7% no terceiro trimestre deste ano frente ao trimestre imediatamente anterior, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo trimestre de 2006, o PIB teve um crescimento de 5,7%. Em valores, o PIB brasileiro totalizou no trimestre passado R$ 645,2 bilhões.

O destaque principal da economia brasileira no período foi o setor agropecuário, que mostrou crescimento de 7,2% em relação ao segundo trimestre deste ano. Na mesma comparação, a indústria teve crescimento de 1,8% e o setor de serviços, de 1,2%.

De janeiro a setembro de 2007, o PIB teve expansão de 5,3% na comparação com igual período de 2006 (maior desde 2004). No acumulado dos 12 meses até setembro, o crescimento foi de 5,2%, na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores - maior expansão desde 2004. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo, que sinaliza os investimentos, apresentam expansões de 1,5% e 4,5% - na comparação com o período de abril a junho. O IBGE também revisou para cima o resultado do PIB de 2006, que passou de crescimento de 3,7% para 3,8%.

O PIB é a soma das riquezas produzidas por um País. É formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB mostra o comportamento de uma economia. No ano passado, por exemplo, quando o Brasil atravessou uma recessão, o PIB encolheu 0,2%. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido.

Destaque

Na análise setorial do PIB, a agropecuária foi o setor que mais cresceu no terceiro trimestre do ano (em relação ao mesmo período de 2006), com taxa de 9,2%. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), observou que culturas com mais de 50% da safra colhida no terceiro trimestre, como cana-de-açúcar e trigo, estão crescendo fortemente em 2007.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de outubro, a safra de cana deve crescer 13,1% este ano, e a de trigo, 59,3%. A indústria, por sua vez, cresceu 5% no terceiro trimestre, em relação a igual período de 2006, com destaque para a indústria de transformação, com 5,7%.

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Impostos crescem mais

Rio - Mais uma vez, os impostos cresceram a um ritmo mais acelerado do que a economia do país. Os tributos incidentes sobre produtos subiram 8,7% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2006. No período, o PIB teve alta de 5,7%.

Sem o peso dos impostos, o PIB teria crescimento menor, de 5,2% - essa é a variação da produção total de bens e serviços, chamada tecnicamente de valor adicionado a preços básicos, sem tributação. No acumulado do ano até o terceiro trimestre, os impostos subiram 8,3% na comparação com o mesmo período de 2006. O PIB teve alta de 5,3%.

Sem o impacto dos tributos, o PIB cresceria menos: 4,8%. Desde o segundo trimestre de 2004, os impostos crescem sistematicamente a um ritmo mais acentuado do que o PIB. Entram no cálculo do PIB tributos sobre produtos como ICMS, IPI e o Imposto de Importação. Não refletem, porém, toda a carga tributária, pois não incluem impostos sobre a renda, a movimentação financeira e a propriedade, entre outros.

Segundo Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, o principal motivo para o aumento dos impostos no PIB no terceiro trimestre foi a alta das importações (20,4% ante o mesmo período de 2006). Com o incremento das compras no Exterior, cresceu o recolhimento do Imposto de Importação.

Outro efeito, diz, é o crescimento maior da produção de bens com incidência tributária mais elevada. Um exemplo típico são os veículos, cuja produção cresceu 13,4% de janeiro a novembro deste ano e deve alcançar 3 milhões de unidades.

Segundo Palis, o IPI foi o segundo tributo que mais contribuiu para o aumento dos impostos no PIB, atrás do de importação. Motivo: a forte incidência do IPI sobre veículos.

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