Tribuna do Leitor

Massacre de uma criança na praia


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Sou assíduo leitor da “tribuna do leitor”, online, e gostaria de descrever uma cena horripilante que assisti na praia de Mongaguá, litoral sul de São Paulo.

Estava eu e minha filha de 6 anos, no domingo, dia 9/12/07, brincando na praia, num dia lindo de sol, com as pessoas todas brincando, conversando, enfim, se divertindo, quando, por volta de 12h, a certa distância, presenciei uma cena seqüencial horrível: um indivíduo, branco, estatura média, cabelo corte bem baixo, 30 anos aproximadamente, segurou com a mão esquerda uma criança, loirinha, de uns 6 anos e passou a agredi-la violentamente com a mão direita, nas nádegas, nas costas, nas pernas e arrastando-a pelas areias da praia. Ficamos atônitos, as demais pessoas também, minha filhinha me olhando dizia, com seu olhar: “e aí pai, ninguém vai fazer nada”?

Incontinenti, mesmo protegendo minha filha, fui ao socorro daquela criança indefesa, ocasião em que aquele indivíduo dizia “é minha filha e faço o que eu quero”. Quando olho dos lados, desculpe a hipérbole, mas um mar de gente, crianças, idosos, moças, rapazes, indo na direção daquele carrasco, aos gritos de lincha, lincha. Ainda, com respeito à vida, disse ao mesmo: se cuida que pode ser linchado. Também algumas pessoas vieram em seu apoio, talvez da mesma excursão e o protegeram.

Uma mulher loira, provavelmente a mãe, também se aproximou e abraçando a criança a retirou do local. Uma senhora, que também tentava proteger o agressor, dizia que eram de Bauru e estavam numa excursão na colônia de férias dos sargentos da PM e que seu filho estava muito nervoso, pois a criançinha havia se perdido na praia, ocasião em que as pessoas diziam: só podem ter animais irracionais naquela cidade.

Fiquei questionando... a criança tem que receber os cuidados e a atenção da família e jamais ser agredida física e violentamente daquela maneira. Escrevo este desabafo em nome de minha filhinha, e para que a população de Bauru saiba da existência deste insensato, agressor de criancinha, sua filhinha, e ainda manchando o nome de um povo tradicional e correto de bauruenses. E a pobre coitada da criança, como será que é tratada no seu lar, só Deus sabe. Que pena daquele anjo, pedimos a Deus que ilumine as pessoas que a colocaram no mundo para que reflitam sobre a maneira correta de cuidar e educar uma criança. Ah, o agressor não foi linchado pela multidão.

João Batista de Oliveira - RG 9.340.370 - Avaré-SP

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