Uma vez por ano, nos encontramos na Batista. É quando o meu ex-companheiro político, um corintiano doente apelidado de “Coringa”, chega de fora para passar o Natal. É a ocasião que temos para saber como vão as coisas e de repetir, ano após ano, as mesmas perguntas, um para o outro: - De quem foram, afinal, os malfadados votos que decretaram nossa derrota na eleição da mesa da Câmara? E como vai seu time?
Mas desta vez o Coringa estava diferente. Quando lhe perguntei dos votos, ele respondeu:
- Olhe, vamos mudar de assunto, porque aprendi com um sergipano que relembrar um passado ruim é como sofrer duas vezes. E, fora isso, o que mais você quer saber?
- Sabe Coringa. É melhor eu deixar o restante para daqui uns dois, três, ou quatro anos...
Rui Bertoti