A produção do setor industrial em Bauru não crescia tanto fazia pelo menos cinco anos. O resultado de 5%, que deverá ser alcançado neste ano, é motivo de comemoração, mas poderia ser melhor. A avaliação é do diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Domingos Antônio Malandrino. “É óbvio que estou feliz com o resultado, mas não satisfeito”, afirma.
Embora o ritmo da contratação de mão-de-obra tenha acelerado em 2007, ainda não está na velocidade adequada para absorver a oferta anual de formandos. Segundo o diretor, a conta ainda não está fechando. Tem mais gente procurando emprego do que vaga disponível no mercado.
“Os filhos de Bauru precisam sair da cidade para trabalhar fora porque aqui não tem emprego para eles. Com isso, perdemos muitos profissionais competentes”, argumenta. A solução para estancar essa sangria de trabalhadores qualificados para outras cidades passa, na opinião dele, por reformas urgentes na área tributária, trabalhista e previdenciária.
Outro ponto importante, segundo ele, é investir em infra-estrutura para que os empresários se sintam seguros para expandir ou implantar de novos negócios. Entre as melhorias, Malandrino cita a expansão da matriz energética para que não haja risco de falta de energia, a construção de usinas de reciclagem de resíduo sólido, o que evitaria a contaminação do lençol freático e garantiria o fornecimento de água potável, algo importante para a manutenção de uma empresa.
“Esperamos que em 2008 as coisas continuem melhorando, mas num ritmo um pouco mais acelerado, a ponto de conseguir atender as necessidades dos municípios, dos estados e do País”, deseja o diretor regional do Ciesp.
Para o diretor da Tilibra, Vinícius Coube, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) poderá ajudar a aumentar o poder de compra dos consumidores, mas, por outro lado, a taxa de câmbio preocupa.
Segundo ele, quando a Tilibra entra no período de entressafra no Brasil (na metade do ano), são as vendas para o mercado externo que ajudam a manter a empresa em atividade. Isso significa exportação. Com o dólar baixo, as vendas podem se tornar pouco ou nada lucrativas.
Coube não vê boas perspectivas para o câmbio no ano que vem, mas mesmo assim está confiante que 2008, quando a empresa completará 80 anos de existência, seja tão bom como foi este ano.