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Campeonato Paulista: Palmeiras faz planos para incomodar São Paulo em 2008

Por Da Redação | Com Agência Estado e Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - A meta do Palmeiras é recuperar em dois anos o que deixou para trás em uma década. Mais do que isso: encostar no São Paulo e incomodar o rival, seja no campo, na grandeza e no faturamento financeiro. O que não falta no Palestra Itália é ambição. A mesma que norteou o clube na vitoriosa parceria com a Parmalat no início dos anos 90.

Naquela época, o São Paulo reinava sob a batuta de Telê Santana e um grupo de dirigentes arrojados. Com dois anos de parceria, o consórcio Palmeiras-Parmalat, com muito dinheiro, tomou conta do mercado e fez aumentar a coleção de títulos do clube. O domínio, quase um império, se estendeu até 1999, quando veio o título palmeirense na Libertadores.

Passados quase dez anos dessa hegemonia, o Palmeiras volta a pensar grande. E com a mesma armada que revirou o futebol brasileiro a partir de 1993: Vanderlei Luxemburgo comandando o time e valorizando jogadores; Gilberto Cipullo, Seraphim Del Grande e Luiz Gonzaga Belluzzo na linha de frente na administração. Só José Carlos Brunoro, gerente da Parmalat na época, fica de fora dessa vez.

Esses executivos e o treinador já avançaram alguns quilômetros na corrida contra o tempo. Por sugestão de Luxemburgo, o clube contratou o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, profissional de grife. Caberá a Filé o projeto de montar na Academia de Futebol (o CT palmeirense) um centro de recuperação superior ao badalado Reffis do São Paulo. Na visão de Luxemburgo, o fisioterapeuta pode sim atrair grandes jogadores que, depois de recuperados, engrossariam as fileiras do Palmeiras.

Luxemburgo também gostaria que o clube construísse um hotel na Academia, que, nas contas do custo e benefício, geraria receitas ao Palmeiras. Mas a obra, por enquanto, não está na pauta da nova administração palmeirense.

O treinador entende que um grande time, além de jogadores de excelência, tem de contar com uma retaguarda de alto nível. Nesse aspecto, o novo Palestra Itália também é fundamental. Não só pela infra-estrutura como uma arma a mais contra o São Paulo, que sabe muito bem o quanto é importante o Morumbi na corrida pelos títulos.

Antes de subir as arquibancadas da nova arena, o Palestra Itália sofrerá reformas emergenciais. Uma delas, já em andamento, é a troca do gramado. “As coisas mudaram mesmo no Palmeiras. No meu tempo, quando eu pedia para molhar o gramado antes dos nossos jogos, era um alvoroço, um absurdo. Vetavam na hora. Agora estão trocando a grama toda”, comentou Luxemburgo a amigos próximos.

“O Gilberto (Cipullo, vice-presidente de futebol), o Seraphim (Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo) e o Belluzzo (Luiz Gonzaga, diretor de planejamento) são pessoas sérias. Trabalhamos juntos na época da Parmalat. Infelizmente, as outras administrações que vieram depois atrasaram o Palmeiras em dez anos”, disse Luxemburgo.

É contra esse tempo perdido que o comando administrativo do Palmeiras e Luxemburgo correm. “Queremos encostar no São Paulo ainda esse ano”, diz influente integrante do grupo.

Para encostar no São Paulo, Luxemburgo tem de armar um time forte. A Traffic, empresa de marketing esportivo, já criou um fundo para investir nas contratações. O fundo e diretores do Palmeiras trabalham em ritmo acelerado para dar ao treinador, até o dia 3 de janeiro, reforços do porte de Thiago Neves, Diego Souza, Elder Granja, Keirrison, Rafael Sobis.

Sábado à noite

O Palmeiras será o único entre os quatro grandes times de São Paulo a jogar às 20h30 dos sábados pelo Estadual-2008. No dia 26 de janeiro, recebe o Mirassol, provavelmente na Arena Barueri - o Palestra Itália passa por reformas no gramado. O time faz sua segunda partida nesse horário contra o Guarani, em 9 de fevereiro. No dia 23, diante do Rio Preto, encerra sua programação noturna.

Mangas sem patrocínio

O Palmeiras segue em busca de patrocínio para as mangas da camisa. Tanto a Eurofarma, do ramo de medicamentos, quando a Lenovo, do setor de informática, disseram que não vão patrocinar a equipe. Os dirigentes avaliam em torno de R$ 3 milhões o valor do espaço.

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