Geral

Vidágua alcança meio milhão de árvores

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Referência em todo o País, o Instituto Ambiental Vidágua comemora 13 anos de intensa atividade em prol ao meio ambiente com a marca de meio milhão de árvores plantadas em Bauru e região.

A entidade, fundada em 29 de dezembro de 1994, tem uma história de luta e muita perseverança, travada por seus idealizadores no anseio de mantê-la viva e ativa na causa da vida. Na semana passada, uma cerimônia festiva foi realizada no Horto Florestal de Bauru para celebrar os 13 anos de existência da instituição.

A bióloga Lázara Gomes Gazzetta, que ao lado do marido, Clodoaldo Armando, e do atual secretário de Meio Ambiente de Bauru, Rodrigo Agostinho, fundou o Vidágua, lembrava a dificuldade financeira enfrentada para manter vivo o sonho do instituto.

Decidida em prosseguir com a idéia e apaixonada pela causa do meio ambiente, ela resgatou todo o dinheiro que tinha guardado na caderneta de poupança para conseguir registrar a ONG, como determinava a lei.

“Eu, meu marido e o Rodrigo, recém-formados na época, trabalhávamos na Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e resolvemos fundar o Vidágua. Mexendo com toda a documentação necessária, esbarramos na questão de recurso para registar a entidade. Como não conseguimos ninguém para bancar o custo, resolvi tirar todo o meu dinheiro da poupança, que hoje deveria equivaler a uns R$ 900,00”, conta a bióloga.

Apesar de ter usado toda a sua reserva de capital na época, Lázara afirma que não se arrependeu da iniciativa. “Achei que a causa era extremamente nobre. Foi um investimento extremamente lucrativo e rentável para o meio ambiente. É um filho de 13 anos que tenho.”

Para Agostinho, que também teve papel fundamental na fundação do Vidágua, a ONG começa a ingressar em um processo de amadurecimento. “Os cinco primeiros anos foram difíceis, porque tivemos que ter forças para fazer com que a ONG pudesse sobreviver e depois andar com as pernas próprias. Para nós, é um orgulho muito grande ter participado daquele momento, ter carregado a instituição meio que nas costas no começo e, hoje, vê-la no patamar que está”, destaca o secretário, que atualmente atua como colaborador na entidade.

Segundo Agostinho, o Vidágua é responsável hoje por mais de uma dezena de projetos em todo o Brasil. Neste ano, destaca ele com orgulho, o viveiro da instituição atingiu a capacidade de produção de 100 mil mudas.

Referência

Adauto Tadeu Basílio, diretor de captação de recursos da SOS Mata Atlântica, considera o Vidágua uma ONG diferenciada, principalmente por ter conseguido superar adversidades que as entidades enfrentam nos primeiros anos.

“Hoje, milhares de ONGs são criadas, mas 90% delas não completam o terceiro ano de vida. Um reflexo da falta de recursos, de profissionais adequados e da falta de estratégias apropriadas. O Vidágua soube contornar esses obstáculos e, agora, chega num momento que tem mais facilidade para sobreviver, com um corpo técnico bom e profissionais envolvidos com o coração”, destaca.

Comentários

Comentários