Polícia

Irmãos divergem sobre os cuidados ao pai em clínica

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A bauruense Fátima Aparecida Peres Mansano reclamou ontem ao JC que não conseguiu levar o pai, José Peres Mansano, para almoçar e, depois, receber cuidados pessoais em sua atual residência, em Campo Grande (MS). Uma discussão na casa de repouso que cuida de Mansano, 87 anos, levou Fátima, seu irmão José Peres Mansano Filho e a proprietária da Clínica de Repouso Shallom, ao Plantão Policial para registro de boletim de ocorrência.

Fátima alega que foi impedida pela clínica de retirar o pai para passar as festas de final de ano com ela. A filha também diz ter sido agredida por funcionários da empresa. A proprietária da clínica, Leila Zorzi, também presente ao Plantão Policial, rebate a acusação e diz que a filha de Mansano é quem teria tentado invadir as instalações com o objetivo de retirar seu pai sem autorização.

José Peres Mansano Filho, curador provisório do pai, argumenta que a irmã tem o direito de ficar com os cuidados de José Mansano, mas deve fazê-lo pela via legal.

Fátima Peres reclama que, em agosto, soube da destinação de seu pai para ser cuidado pela clínica, situação com a qual não teria concordado. “Eu e meus irmãos demos a José Peres Filho autorização para ele cuidar do meu pai, mas não para colocá-lo em uma clínica. Eu fui lá para tentar passar o Natal com ele e quero que ele venha morar comigo em Campo Grande. Mas funcionários da clínica me agrediram. Vou pedir (exame de) corpo delito para comprovar a agressão que sofri e também para meu pai, que encontrei machucado e precisa de cuidados médicos”, reclama Fátima.

Leila Zorzi, proprietária da empresa prestadora de serviços, rejeita a acusação de agressão mencionada por Fátima.

“Ela vai ter de provar. Ela é quem entrou gritando e foi pra cima das pessoas, exigindo levar seu pai. Prestamos serviço de cuidados contratado pelo irmão, que é o responsável. O senhor José é lúcido e hoje está em bom estado de saúde. O machucado no braço é de um acidente e está sendo cuidado. Ela bateu na cadeira quando veio para cima de mim e por isso se machucou, mas ninguém a agrediu. Eu intervi e neguei que ela levasse seu pai sem autorização do irmão, que é o responsável”, argumenta Zorzi.

José Peres Mansano Filho contou que firmou contrato de cuidados com a clínica desde o final de julho deste ano e que também não concordou com a maneira como a irmã tentou retirar o pai do local.

“Ela deveria ter vindo conversar e não como ela fez. Eu entrei com pedido judicial e sou o curador provisório do meu pai. Agora o processo está em andamento. Ela tem o direito de querer cuidar do pai, mas deve procurar pelo caminho legal. Levar de Bauru não vou permitir, até porque sou o responsável por ele”, comentou o irmão, também presente no plantão policial ontem.

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