São Paulo - O volume de compras feitas pela internet no Natal deste ano cresceu 56% em relação a 2006. A informação foi divulgada pela empresa de Correios. A expectativa, de acordo com esses dados, é fechar dezembro com 1,4 milhão de encomendas de comércio eletrônico, ante 930 mil em 2006.
De acordo com levantamento do portal E-bit, as vendas pela internet devem movimentar R$ 1 bilhão neste Natal (de 15 de novembro a 23 de dezembro), num crescimento de 45% em relação ao ano passado. No Natal, o volume de encomendas pela internet é cerca de 80% superior à média de outros meses, segundo a empresa de Correios.
A participação das encomendas de comércio eletrônico dentro do tráfego total dos Correios foi de 4,9% neste ano. Em 2006, as compras pela web eram responsáveis por 3,9%. Neste Natal, de acordo com a empresa de Correios, os produtos importados, como celulares, computadores, notebooks e tocadores de MP3, foram os preferidos dos consumidores. Em 2000, no início do varejo eletrônico, os principais itens eram CDs, livros e DVDs. Apesar do crescimento expressivo, o comércio eletrônico no Brasil ainda tem muito espaço para expandir, na comparação com outros países. Ao final de 2006 eram 7 milhões de e-consumidores, mas este ano deve terminar com 9,5 milhões, uma alta de quase 35%.
E-comércio no mundo
Dos usuários de internet no Brasil, cerca de 25% realizam compras pela internet. Nos Estados Unidos esse índice alcança 64%. Também estão à frente do Brasil a Alemanha (48%), a Grã-Bretanha (58%), o Japão (68%) e a Coréia do Sul (71%). Ainda assim está á frente de alguns países em desenvolvimento como a Argentina (20%) e o México (18%). Avaliação divulgada neste mês pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste recomenda cautela na hora de comprar pela internet.
Alguns consumidores preferem apenas consultar preços na internet, mas comprar nas lojas físicas. O principal medo é ter seus dados pessoais “roubados” na rede ou não receber o produto como prometido.
O consultor Eduardo Daghum, da Horus Prevention, disse que as fraudes cometidas na internet representam 20% dos golpes com cartões de crédito. Para ele, a informação, ao comércio e ao consumidor, ajuda a combater as fraudes.