Política

DAE precisa esclarecer concepção do projeto

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

As dúvidas levantadas nesta fase do segundo edital de concorrência elaborado pelo DAE atrasou em um mês a previsão interna de avaliar e qualificar os participantes. Os envelopes da qualificação prévia seriam abertos em 7 de janeiro próximo. Mas outras questões técnicas estão pendentes nos apontamentos de interessados e terão de ser dirimidos pelo DAE.

Além disso, a autarquia, a princípio, menciona que a metodologia de execução será apontada pelo projeto básico, contratado no mês passado e em fase de elaboração. Com isso, o DAE ainda não explicou se a tecnologia de tratamento a ser empregada na cidade será a mesma prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Pùblico (MP) ou sofrerá alteração em razão do projeto básico.

No TAC, o DAE listou que a ETE funcionaria com um reator anaeróbibio (UASB) em cada módulo, com filtro biológico aerado, além de outros componentes. Isso significa definir a concepção do tratamento a ser empregado. Mas há que se esclarecer se esta solução, colocada em discussão pela empresa Serec no primeiro semestre deste ano, ainda é a mais adequada e vantajosa para o tratamento dos resíduos sólidos em Bauru.

Quais as vantagens e desvantagens dessa concepção, ou daquela que vier a ser apontada no projeto, para o futuro de tratamento de esgoto da cidade pelas próximas décadas? Em se tratando de um sistema que envolve a contratação de uma obra de mais de R$ 50 milhões, o DAE tem demonstrado mais pressa em antecipar etapas do que em esclarecer estas e outras questões no curso do programa.

A pressa, ou falta de planejamento de gestão, por sinal, obrigou a autarquia a cancelar o edital em outra oportunidade. Motivo: o DAE achou que poderia utilizar estudo de 1999 como se fosse projeto básico, com definição da concepção do sistema. Mas a empresa Serec advertiu para a necessidade de contratar o projeto básico. O que havia era apenas anteprojeto.

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