A meta do Grupo Empresarial de Apoio à Criança e ao Adolescente (GEA) e do Conselho Municipal dos Diretos da Criança e do Adolescente (CMDCA) para 2008 é dobrar o número de atendimentos a crianças que vivem nas ruas em Bauru em situação de risco. Neste ano, o projeto “Nenhuma Criança na Rua” atendeu 166 crianças, número que poderá saltar para 400 em 2008.
Para financiar o projeto, o GEA e o CMDCA lutam para aumentar o número de pessoas físicas e jurídicas que destinam parte do Imposto de Renda (IR) devido a programas de atendimento a crianças e adolescentes. Segundo Sandra Ferreira, presidente do CMDCA, em 2006, a entidade recebeu cerca de R$ 300 mil repassados por empresas e pessoas físicas.
“Ainda não temos o total repassado em 2007, mas esperamos manter o que foi repassado em 2006 e quem sabe até atingir um pouco mais”, conta Sandra. O valor da doação ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD), respeitados os limites legais, deve ser de 6% do IR para a pessoa física e 1% do imposto a pagar para a pessoa jurídica.
Norberto Trevisan, membro do GEA, lembra que o valor da destinação será deduzido de maneira integral no imposto devido, dessa forma, o contribuinte não paga nada a mais quando faz a dedução. “As doações podem ser feitas até 30 de dezembro, por isso, ainda neste ano as pessoas podem colaborar com o trabalho realizado pelo conselho”, lembra Trevisan. Além do projeto “Nenhuma Criança na Rua” o CMDCA colabora com outros programas aprovados pelo conselho.
Neste ano, 166 crianças que estavam expostas à situação de risco nas ruas de Bauru foram encaminhadas a entidades assistências da cidade. Além de colaborar na entidade para manter o atendimento assistencial as essas crianças, o CMDCA também doa mensalmente uma cesta básica para a família da criança ou adolescente e oferece todo tipo de acompanhamento.
Para 2008, o conselho recebeu a proposta de 27 novos projetos que visam garantir à criança e ao adolescente o direito ao esporte, lazer, cultura, educação e saúde. “Todos os projetos foram avaliados pelos conselheiros e agora vamos definir as prioridades para que o repasse possa ser realizado”, conta Sandra.