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Juíza absolve no Rio camelô que manteve 39 reféns em um ônibus

Folhapress
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Rio - Um ano e 46 dias após ser preso pelo seqüestro da mulher e das outras 38 pessoas que estavam em um ônibus na região metropolitana do Rio, o camelô André Luiz Ribeiro, 35 anos, foi absolvido ontem.

Segundo a juíza Rosana Navega, do 1.º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), ele estava com medo da polícia e agiu em legítima defesa ao manter a mulher, os passageiros, o motorista e o cobrador como reféns por dez horas. Ele se entregou sob grande cerco policial.

O veículo seguia de Nova Iguaçu para a Central do Brasil (região central do Rio) pela rodovia Presidente Dutra. Em julho, três meses após ganhar liberdade provisória, o camelô já havia conseguido o perdão da mulher, a técnica em radiologia Cristina Ribeiro, 36 anos, com quem voltou a viver.

Em 10 de novembro de 2006, André Luiz, que não aceitava o fim do casamento de dez anos com três filhos, obrigara Cristina a entrar no ônibus sob a mira de um revólver, onde foi mantida durante dez horas. O ambulante ficou preso durante cinco meses - com o intervalo de um breve habeas corpus, logo revogado, em janeiro- por seqüestro qualificado com maus-tratos à mulher, seqüestro simples de outros 38 reféns, constrangimento ilegal ao motorista e porte ilegal de arma.

De acordo com a sentença, a reação do camelô “naquelas circunstâncias de evidente perigo de vida, sob a mira de um fuzil portado por policiais militares, seria a mesma praticada por qualquer pessoa que se visse na iminência de ser morta por um equívoco policial”.

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