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Taxa de juros para a pessoa física é a menor desde 1994

Por Lorenna Rodrigues | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - A taxa de juros média cobrada para a pessoa física atingiu o menor patamar desde 1994, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC).

O juro médio anual ficou em 44,8% em novembro, caindo um ponto percentual em relação ao mês anterior e 8,8 pontos percentuais em um ano. Para empresas, a taxa em novembro caiu apenas 0,1 ponto percentual em relação a outubro, ficando em 23,3% ao ano.

Apesar de ter havido uma redução de 0,7 ponto percentual nos encargos prefixados (como capital de giro), houve um aumento de 0,5 ponto percentual nas operações pós-fixadas.

A inadimplência ficou praticamente estável em novembro em 4,5%. No caso de pessoas jurídicas, o nível de inadimplência alcançou 2,2% e, para pessoas físicas, ficou em 7,1%.

O spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a taxa de juros cobrada dos clientes) caiu 0,9 ponto percentual ficando em 23,5% em novembro. Para empresas, o spread foi de 12,3% enquanto para pessoas físicas, de 33,3%.

Volume de crédito

O volume de operações de crédito somou R$ 908 bilhões em novembro, o que representa 34,3% do PIB, em seu maior nível desde 1995. As operações de crédito tiveram um crescimento de 3,1% em relação a outubro e 26,7% em 12 meses. Os empréstimos feitos com recursos livres (como linhas bancárias e leasing) somaram R$ 641 bilhões, crescimento de 3,4% em outubro e 31,1% em 12 meses.

Os empréstimos destinados à pessoas físicas cresceram 32,6% em relação a novembro do ano passado, somando R$ 312,5 bilhões. Já o crédito com recurso direcionado (como BNDES) somou R$ 267,7 bilhões, crescimento de 2,3% em relação a outubro e 17,5% em 12 meses.

Base monetária

A quantidade de papel moeda em circulação subiu 2,5% em novembro atingindo R$ 127,4 bilhões. Desse total, R$ 86,14 bilhões correspondem à papel moeda colocado em circulação pelo BC e R$ 41,25 bilhões a reservas bancárias.

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Cheque especial

Brasília - A taxa de juros do cheque especial em novembro ficou em 138,7% ao ano, uma queda de 0,4% em relação a outubro e 4,1% na comparação com novembro de 2006. O volume total de empréstimos no cheque especial para pessoas físicas foi de R$ 14,45 bilhões, 1,1% a menos do que em outubro.

Em 12 meses, porém, houve um aumento de 9,3%. Já no crédito pessoal, o juro médio foi de 46,8% queda de 2,1% na comparação com outubro e 11,8% em 12 meses. O volume de empréstimos em novembro foi de R$ 100,8 bilhões. Já o crédito consignado atingiu o volume de R$ 55,66 bilhões, um crescimento de 2,3% em relação a outubro e 34,3% na comparação com novembro do ano passado.

A taxa média para a modalidade também caiu, para 29% ao ano em novembro -1,2% a menos do que em outubro e 4,5% menor do que novembro de 2006. Para pessoas jurídicas, o volume de crédito para capital de giro foi de R$ 90,8 bilhões, 5,8% maior do que em outubro. O juro médio para esse tipo de empréstimo foi de 27,5%.

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