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Anac e Infraero prevêem tranqüilidade no feriado prolongado do Ano Novo

Por Da Redação | Com AE e Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Após culpar São Pedro e os balcões de check-in como vilões pela demora na partida e chegada dos aviões nos aeroportos, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse ontem que a meta do órgão é zerar o número de vôos atrasados até julho de 2008 - a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) só considera como atrasos as demoras superiores a uma hora.

O movimento nos aeroportos foi tranqüilo ontem, com poucos atrasos (8,4%) e cancelamentos (5%) até as 19h, segundo a Infraero. “Se São Pedro ajudar, este fim de ano vai ser ótimo” disse Solange, durante uma vistoria em Cumbica, em Guarulhos (Grande SP).

A reportagem constatou movimento intenso em Cumbica e em Congonhas, mas sem as confusões no check-in e as filas gigantescas que marcaram o último Réveillon. “Acredito que vamos ter uma passagem de ano bem diferente de outras. Com mais gente, mas sem a comoção que houve”, disse Sérgio Gaudenzi, presidente da Infraero.

Neste feriado, aproximadamente 300 funcionários foram colocados a mais para operar o funcionamento das esteiras de raio X e equipes do órgão estão fiscalizando esteiras, saguões e salas de embarque.

Segundo Solange, o ministro Nelson Jobim (Defesa) deve anunciar em janeiro um pacote de leis para regulamentar os atrasos. As medidas devem ser mais relacionadas a sanções administrativas do que a punições financeiras. “Mais importante que a companhia pagar uma multa é perder a autorização de voar no horário e no trecho em que há atrasos”, disse ela.

Na vistoria, Solange ouviu críticas de passageiros às companhias e também à Anac. O engenheiro Jorge Maranhão, 58 anos, reclamou do atendimento que recebeu de funcionários da Anac quando os procurou para se queixar da TAM. “Disseram que eu tinha que ter lido o contrato. Se eu não li, o problema era meu e eles não poderiam fazer nada”, disse ele, que saiu atrasado de Nova York anteontem e perdeu o vôo de São Paulo para Brasília, ontem.

Solange informou que a Anac pôs funcionários no centro de controle do espaço aéreo, restringiu os slots, “janelas” de pouso e decolagem, em Congonhas e se empenha no atendimento aos passageiros e no uso de mais aparelhos de raio X.

Juizados mudam horário

Os postos do Juizado Especial Cível nos aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, terão horário diferenciado neste final de final de ano. Até domingo, o atendimento será das 9h às 22h. Na segunda-feira, o horário será das 9h às 18h e na terça-feira, das 15h às 18h.

Durante o final de semana de Natal, o Juizado Especial no aeroporto de Congonhas registrou pouco movimento. Desde o último sábado até terça-feira passada, foram recebidas 30 reclamações e homologados sete acordos. O dia de maior movimento foi no sábado, com 20 atendimentos, e o de menor, anteontem, com apenas uma reclamação. No aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, foram registrados, no mesmo período, 72 atendimentos e oito acordos. Sábado também foi o dia mais movimentado, com 31 reclamações.

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