Lacerda fustigava implacavelmente, em suas colunas, o general Góes Monteiro. Um amigo comum, o Barão de Saavedra, intercedeu junto ao tribuno.
- Poupe o Góes Monteiro. Ele está muito mal, uma tenda de oxigênio, com pernas inchadas e dificuldade respiratória, inspirando cuidados. Poupe-o. É seu admirador e lê sempre seus artigos.
- Tá bem - disse Lacerda.
Pouco tempo depois, Góes Monteiro deu uma declaração aos jornais que irritou Lacerda. Este voltou ao tom antigo de violentas recriminações pessoais.
- Mas Carlos - disse o barão - não tínhamos um acordo para que você poupasse o general?
- Ora - respondeu Lacerda - eu prometi não atacá-lo porque você prometeu que ele ia morrer. Ele faltou ao acordo não morrendo...
Enviada por Hanna Saab