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Litoral paulista tem ações para entreter criança perdida na praia

Folhapress
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Curitiba - Na tentativa de amenizar a espera das crianças que se perdem dos pais na praia durante a temporada de verão, Guarujá, Santos e São Vicente (litoral de SP) criaram esquemas especiais para entretê-las. Há desde brinquedoteca até a entrega de lanche. Segundo o tenente Ricardo Pelliccioni, do Salvamar Paulista, o Corpo de Bombeiros registra, em média, cerca de 1.350 casos de crianças perdidas ao ano. Deste total, 95% ocorrem no verão.

Em Santos (85 quilômetros de SP), a prefeitura criou o S.O.S. Criança Perdida. As crianças localizadas sem os pais são encaminhadas para o posto dos bombeiros mais perto. Segundo o secretário municipal da Segurança, Renato Perrenoud, se a espera passar de 40 minutos, ela é levada a uma tenda montada na praia do Boqueirão, onde há uma brinquedoteca. No Guarujá (87 quilômetros de SP), duas arenas foram montadas em Pitangueiras e na Enseada para entreter as crianças com jogos, desenhos e leitura. Em 2007, o projeto ajudou localizar 310 crianças.

Em São Vicente (74 quilômetros de SP), o projeto S.O.S. Criança Perdida é desenvolvido por oito voluntários da Cruz Vermelha, que usam rádios comunicadores na mesma freqüência que os da Guarda Municipal. As crianças são enviadas a um posto na praia do Itararé e recebem lanche.

O coordenador do Departamento de Força-Tarefa da Cruz Vermelha, Silvio Dionízio, diz que divide a praia em setores, identificados com códigos, e os coloca na pulseira da criança. Segundo ele, o código indica o trecho onde a família está sentada.

No litoral do Paraná, há a distribuição gratuita de identificadores pessoais. A Polícia Militar criou pulseiras de silicone com espaço para nome e telefone numa tentativa de diminuir os casos, que somam 155 desde dezembro.

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