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Fome levou à imigração

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Após perder o pai na Segunda Guerra Mundial e passar fome na província de Okinawa, Iwao Tsuhako, 71 anos, embarcou rumo ao Brasil quando tinha 21 anos. Ele relata que, por causa da destruição provocada pela guerra, não havia comida no província e o pouco que tinha ficava com os soldados japoneses. “Isso nos obrigava a comer folha de batata e raízes. Era o que tínhamos para matar a fome”, conta.

Acompanhado da mãe, de um irmão e uma irmã, Iwao entrou no navio no dia 10 de dezembro de 1957 e saiu dele somente dois meses mais tarde. Ele lembra que era Carnaval no Brasil e todo País estava em festa. Do porto de Santos, ele veio para a região de Lins trabalhar na lavoura de café. Chegou a Bauru em 1966, onde comprou um bar na Vila Falcão. Hoje, está aposentado.

Miasato Oshio, 74 anos, também se aposentou, mas antes trabalhou muito na lavoura. O pai, Guicei Oshio, chegou ao Brasil com 17 anos e solteiro. Depois de passar pelas lavouras de café na região de Ribeirão Preto, casou e teve três filhos. Entre eles Miasato, que nasceu em Promissão e veio para Bauru em 1958. Trabalhou como empregado no comércio até conseguir abrir o próprio negócio, uma mercearia, onde trabalhou até junho do ano passado.

Seizo Uehara, 67 anos, não sabe muito da história dos pais, mas conta que eles trabalharam na colheita do algodão. Depois de trabalhar como costureiro em São Paulo, Seizo veio para Bauru onde abriu um depósito de materiais de construção.

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