New Hampshire - Presidenciáveis republicanos e democratas têm circulado pelas cidades de New Hampshire, sede das primárias de terça-feira, com o lamaçal de acusações mútuas batendo na alturas dos joelhos. Desde anteontem, quando a maioria dos candidatos começou a campanha no Estado, as provocações têm tomado lugar das propostas no discurso dos concorrentes de ambos os partidos, na tentativa de reverter ou reafirmar o cenário dos favoritos após a assembléia de Iowa.
Mitt Romney, segundo colocado de Iowa e favorito a vencer a disputa republicana em New Hampshire, estreou nas TVs locais novos vídeos contra John McCain, seu principal rival no Estado.
Em comerciais assinados (com a frase “Eu sou Mitt Romney e aprovo esta mensagem”, conforme previsto em lei), diz que o concorrente “não é tão conservador” quanto ele e que já votou, por exemplo, contra corte de tarifas públicas.
O senador Barack Obama, 46 anos, vitorioso em Iowa, passou o dia em campanha na capital Manchester, lembrando os eleitores sobre a grande rejeição de Hillary Clinton, 60 anos, que a tornaria mais fraca no confronto com um republicano nas eleições gerais, em novembro. Falar mal de Obama, ainda que sem citar o nome do rival, tem dominado a agenda de Hillary em New Hampshire.
Em visita ao comércio local, disse que “há candidatos que simplesmente clamam pela mudança, evocam a mudança, mas eu sou aquela que produz a mudança”.
O discurso de Obama em Iowa chama atenção do país, valendo-lhe manchetes ao lado de verbos como “triunfar” em jornal como “New York Times”. Controverso em princípio por desafiar preconceitos - ser negro, ter “Hussein” no sobrenome -, Barack Obama conquistou boa parte dos eleitores independentes em Iowa.
A presença de 230 mil eleitores nas prévias foi quase o dobro de 2004, e 60% dos democratas que nunca tinham ido votaram nele. É nesse contexto que Obama volta a parecer na campanha eleitoral, depois de ofuscado pela distância de Hillary nas pesquisas.