Botucatu – A Faculdade de Medicina da Unesp (FMU) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) poderá participar da gestão do Hospital Nestor Goulart Reis, de propriedade do governo do Estado, localizado na cidade de Américo Brasiliense, na região de Araraquara. Caso as negociações se concretizem, a FMU passará a ficar responsável por cerca de 1.000 leitos distribuídos entre as quatro unidades hospitalares a que administra.
A Congregação, órgão colegiado superior da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu (FMB), presidida pelo professor Sérgio Swain Müller, aprovou, em reunião ordinária do último dia 7, o projeto para celebração de parceria com a Secretaria de Estado da Saúde para que a instituição participe da gestão do hospital de Américo Brasiliense.
“Nada se faz administrativamente ou em termos de investimento sem o aval da Congregação. Ela autorizou o início das tratativas que podem dar certo ou não”, frisa a assessoria de imprensa da FMU. O órgão colegiado é formado pelos docentes e representantes de alunos e dos funcionários.
As conversas ainda estão em andamento. Caso a FMU passe realmente a participar da gestão do Hospital Nestor Goulart Reis, esta será a quarta unidade sob sua responsabilidade. Atualmente, a FMU faz a gestão do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, do Hospital Estadual de Bauru e do Hospital-Dia Aids, também em Botucatu.
Segundo a assessoria de imprensa da FMU, o Hospital Nestor Goulart Reis recebeu nos últimos meses investimentos da ordem de R$ 10 milhões, aplicados em reformas, ampliações e adaptações. Trata-se de uma das mais modernas unidades de saúde do Interior.
As obras permitiram a ampliação do número de leitos (de 108 para 250), além de melhorar as condições de atendimento ambulatorial e de internação. Possibilitou também a criação de espaços para os serviços de apoio, abrigo para médicos residentes e equipes de plantão, além de dependências de ensino e de pesquisa.
Dessa forma, a unidade consolidou-se como o primeiro hospital público do Interior com instalações adequadas e serviços específicos para tratamento de moléstias infecciosas, à semelhança do Hospital Emilio Ribas, sediado na Capital, e até agora o único existente no sistema público de saúde do Estado.
Entre o HC de Botucatu e o Hospital Estadual de Bauru, a FMU administra atualmente cerca de 744 leitos destinados a enfermaria, Pronto- Socorro (PS) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a assessoria de imprensa da FMU, o Hospital-Dia Aids não possui leitos de internação pois a unidade é apenas para atendimento diário dos portadores da doença. No caso de passar a englobar a unidade hospitalar de Américo Brasiliense, a FMU ficará responsável por cerca de 1.000 leitos entre as três unidades hospitalares.
História
O Hospital Nestor Goulart Reis foi construído em 1958 para ser um sanatório para tuberculosos. A partir de 1976, quando a política de atendimento para tais pacientes foi mudada, com a substituição da hospitalização pela assistência ambulatorial, a unidade passou a ser um “hospital geral”. Posteriormente, passou a ampliar suas atividades na área de doenças infecto-contagiosas, como a aids, leptospirose, meningite, hepatite, hantavirose e tuberculose.
O prédio original do Hospital Nestor Goulart Reis tem o mesmo estilo arquitetônico do hospital da FMB/Unesp de Botucatu, no Distrito de Rubião Júnior, com uma área total de 54 mil metros quadrados, em forma de H, e divididos em 11 blocos, de dois e três pavimentos.