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Segunda fase da Fuvest continua até quinta

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Agora é tudo ou nada. Os estudantes mais bem colocados, que atingiram a pontuação necessária e passaram para a segunda fase da avaliação da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), fazem hoje provas de história ou química, dependendo da área profissional escolhida. O processo seletivo está sendo realizado no prédio do curso de direito da Instituição Toledo de Ensino (ITE), na Vila Pacífico. Os testes vão até esta quinta-feira e a lista de aprovados será divulgada no dia 7 de fevereiro.

Ao todo, 37 mil candidatos foram aprovados para a segunda fase em todo o Estado de São Paulo. Em Bauru, são 921 inscritos para a bateria de testes, mas 51 não compareceram no primeiro dia de provas (ontem). O coordenador da Fuvest em Bauru, Eduardo Franco, informou que o índice de abstenção na cidade foi de 5,5%.

Franco destaca a importância dos candidatos não chegarem atrasados. “Os portões são abertos às 12h30 e fechados às 13h. Quem chegar depois que os portões já estiverem fechados não entrará para fazer a prova”, frisa. Ele contou que ontem, cerca de 15 minutos após o fechamento dos portões uma vestibulanda chegou e não conseguiu entrar.

O coordenador também ressalta que, para evitar tumultos é interessante que os participantes do processo seletivo já saibam em quais salas farão as provas. “Trazer o número da sala anotado ou conferir, com antecedência, as listas afixadas nas paredes do prédio são boas alternativas”, diz.

Apreensão e otimismo

Para muitos, ingressar na universidade escolhida é um sonho. No entanto, antes é preciso enfrentar rigorosos processos seletivos.

A estudante Aline Akina, 17 anos, deseja cursar engenharia química na Universidade de São Paulo (USP) e está confiante que será aprovada. Ela, que mora em Lins e veio a Bauru fazer as provas, acabou de concluir o ensino médio e confia na preparação que teve no último ano. “Minhas expectativas são boas, pois estudei em um bom colégio e fui uma aluna aplicada, principalmente no terceiro colegial”, relata. “Mesmo não seguindo uma rotina de estudos, busquei sempre me preparar para as provas e entender bem as matérias. E, na primeira fase, consegui uma boa pontuação”, completa.

Já Roani Vieira de Almeida, 18 anos, que mora em Botucatu, possuía uma rotina diária de estudos. Ele fez um ano e meio de cursinho pré-vestibular e estudava em horários regrados nos períodos da manhã e tarde, com pausa para o almoço. À noite, ele ia para o cursinho assistir aulas. O rapaz, que pretender cursar agronomia, diz que é impossível não sentir aquele “friozinho” na barriga, mas como já participou de outros processos seletivos, aprendeu a lidar com a situação. “Estou confiante”, ressalta.

Fernanda Cristina Aoki, de 19 anos, de Botucatu, fez um ano de cursinho e se inscreveu no curso de psicologia do vestibular da Fuvest. Ela disse que estava apreensiva e com friozinho na barriga, mas garante que não há disciplina que a assuste mais ou menos. Seus pais a levaram até o local da prova e estão na torcida. “Estamos tranqüilos e confiantes que ela vai conseguir”, diz o pai Luiz Paulo Aoki. A mãe, Neide, dá todo o apoio e acredita que a Fernanda fez a parte dela. “Agora Deus que vai definir”, frisa.

Caio Soares, 19 anos, mora em Lençóis Paulista e pretende cursar engenharia florestal. “Estou tranqüilo”, afirma. Ele se inscreveu em outros vestibulares, mas garante que a Fuvest é sua primeira opção.

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Tradição

A Fuvest é o maior vestibular do Brasil. Mais de 142 mil pessoas se inscreveram para as provas em todo o País. Os testes selecionam candidatos a 10.552 vagas -10.302 para a Universidade de São Paulo (USP), 100 para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e mais 150 para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco. A primeira fase foi realizada em novembro do ano passado.

Neste ano, os cursos tradicionais, como medicina, direito e engenharia tiveram o maior número de candidatos inscritos. Cada uma recebeu mais de 10 mil inscrições. Porém, na relação candidato/vaga, os mais disputados são jornalismo e publicidade. Nestes cursos, a quantidade de vagas oferecidas é bem menor.

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