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Estabilidade favorece setor calçadista

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O ano de 2007 teve um começo ruim entretanto terminou bem para o setor calçadista de Jaú (47 quilômetros de Bauru). As perdas causadas pela queda na exportação de sapatos femininos estão sendo recuperadas gradativamente e o fantasma das demissões em massa está afastado. A análise é do vice-presidente do Sindicato da Indústria de Calçados (Sindicaçados), Caetano Bianco Neto.

A expectativa, segundo ele, é que o ano de 2008 será bom para o segmento produtivo. “A partir do dia 14, vamos ter um dos grandes eventos para o setor, que é a Couromoda, no Anhembi em São Paulo. A feira alavanca nossas vendas.”

Entretanto a esperança dos calçadista, acredita Bianco Neto, é que a economia brasileira continue em ascensão. “Estamos esperando que a economia continue crescendo e a gente possa viabilizar bons negócios.”

Exportar

A expectativa de crescimento fica por conta das exportações. “Esperamos crescer, mas é difícil quantificar. Acredito que as indústrias vão recuperar os cerca de 10% de exportação perdidos em anos anteriores por causa da questão cambial. “Jaú nunca foi forte em exportação, só 10% da nossa produção é voltada ao mercado externo.”

Para voltar aos níveis de exportação de anos anteriores, as empresas, segundo Bianco Neto, estão agregando novos valores aos produtos e investindo em design. “Eu acredito no crescimento das exportações. As indústrias vão recuperar a fatia de exportação e ganhar espaço no mercado interno, caso a economia continue crescendo”, aposta.

Demissões

Para o vice-presidente do Sindicalçados, as demissões do início deste ano serão mínimas. “A nossa atividade é sazonal. As demissões na troca de modelagem é normal. A troca de modelagem acontece em janeiro e em julho. Em janeiro estamos lançando a coleção outono-inverno, em julho lançamos a coleção primavera-verão. Eu acredito que as demissões serão menores do que as do início do ano passado, quando estávamos atrelados a uma crise.”

Ele explica que no primeiro semestre de 2007, o setor calçadista enfrentou a questão cambial e a competição do mercado interno. “As empresas do Rio Grande do Sul, que produzem sapato feminino, se voltaram ao mercado interno, que ficou bastante competitivo”, relembra.

O crescimento da economia brasileira, a partir do segundo semestre do ano passado, ajudou na recuperação do mercado interno, avalia Bianco Neto.

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