Bairros

Corpo achado no Núcleo Nova Bauru eleva para três os homícidios em 2008

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com a localização de um corpo, ontem pela manhã, no Jardim Nova Bauru, Bauru já soma três homicídios nos primeiros sete dias de 2008. O corpo achado ontem é de um homem, até o fechamento desta edição, ainda não identificado, que foi morto numa quitinete na quadra 2 da rua Ugolino Zonta. Mas ele não residia no local.

Branco, com bigode, vestindo camiseta branca, bermuda cinza e cinto marrom, ele sofreu vários traumas na cabeça, segundo exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). O capacete despedaçado encontrado ao lado do corpo deve ter sido usado no crime.

O morador do local, assim como sua companheira e a filha de 2 anos do casal, não estavam no endereço e também não haviam sido localizados pela polícia até o fechamento dessa edição. Locatários há cerca de uma semana, tinham o hábito de ouvir rap em volume alto. Não foi diferente anteontem.

Até as 23h, o som foi ouvido pelos vizinhos. Depois, nenhum outro barulho suspeito foi emitido do imóvel de três cômodos. Por conta do volume da música, um vizinho já havia enfrentado problema com o recente morador. O caso foi relatado à proprietária da quitinete, não encontrada pelo JC até o fechamento dessa edição.

Pela manhã, por volta das 6h, um celular tocou no endereço. Estava programado para despertar o proprietário. Mas o crime só foi descoberto posteriormente, por moradores próximos. Pela janela aberta notaram a casa revirada e acionaram a Polícia Militar. A porta de entrada já estava arrombada. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

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Cálculo

O homem encontrado morto no Jardim Nova Bauru é a terceira vítima de homicídio em 2008 em Bauru. No ano passado, na primeira semana, ninguém havia morrido em Bauru nestas circunstâncias. O primeiro caso registrado em 2007 foi no dia 15 de janeiro. Depois, um novo caso só foi notificado em março.

Já neste ano, o primeiro assassinato ocorreu na segunda hora do dia 1, no Núcleo Fortunato Rocha Lima. O eletricista Edício Leite da Silva, 60 anos, foi morto com duas facadas no interior da casa onde morava. O réu confesso do crime, João Soares da Silva Neto, alegou que cometeu o homicídio porque o eletricista, padrasto de sua mulher, tentou molestar seu filho menor.

Nem cinco dias depois, no último sábado, Maicon Fuzeta Reis, 21 anos, foi alvo de vários tiros. Caiu dentro de uma lanchonete situada no Jardim Redentor, ferido por dois disparos.

Segundo o delegado Ricardo Dias, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os três casos (incluindo o registrado ontem) apresentam indicativos de desavença, na maioria dos casos entre criminosos. “Todos têm passagem pela polícia. Homicídio é o único crime que não tem prevenção”, conclui.

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