Tibiriçá - A ponte do rio Água Parada, em Tibiriçá, ficou totalmente encoberta devido à forte chuva que caiu no final da tarde de anteontem na região nordeste de Bauru. A ponte de concreto, de aproximadamente 8 metros de extensão por 4 metros de largura, interliga os patrimônios rurais Barra Grande e Rio Verde, regiões ocupadas por agricultores.
De acordo com Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil do Estado, duas represas particulares se romperam, provocando enxurrada e o alagamento do rio em uma área de cinco quilômetros. “A informação que nós temos é que a chuva do final da tarde (de anteontem) estourou uma represa grande e, na madrugada, uma outra menor. Então, houve um volume de água bem intenso lá”, explica.
A ponte Água Parada, durante a manhã de ontem, continuava encoberta pelas águas, que ainda tinham força depois de derrubar cercas de arrame e vegetação às margens do córrego durante a madrugada.
De acordo com moradores da região rural de Tibiriçá, não é comum a ponte ficar encoberta quando chove. A estrada de terra também é utilizada para escoar a produção local dos pequenos agricultores que vendem a mercadoria em feiras livres.
O casal Parise casal e os dois filhos foram pegos de surpresa ao tentar passar de carro pela ponte, ontem de manhã. “Eu venho sempre por aqui. Meu pai mora no Mondelli. Eu ia deixar as crianças com ele e tive de voltar”, explicou David Luís Parise, ao se deparar com a ponte encoberta pela água.
Segundo Brito, o percurso da água pode ter atingido cerca de cinco quilômetros do rio. “O percurso que a água fez até o local deve ter sido uns cinco quilômetros e isso forma como se fosse um lago de cinco quilômetros um pouco mais estreito. Leva, às vezes, dois, três dias para baixar”, explica.
O sub-prefeito de Tibiriçá, Edson Cavalieri, acionou a Secretaria Municipal de Obras, que foi ao local na tarde de ontem para interditar o trecho até que a situação da ponte seja avaliada.
Conforme Cavalieri, o local deve voltar a ficar transitável assim que for feita uma limpeza na área. “É só passar o trator e limpar o barro. Baixando a água volta ao normal”, diz, ressaltando que a ponte está com a estrutura boa.
Caminho
Enquanto a passagem não for liberada, os usuários da estrada terão de usar caminhos alternativos. “Os produtores têm duas opções. Antes da ponte, dá para sair por Tibiriçá e após, a saída pode ser feita Rio Verde, na estrada para o Aeroporto Moussa Tobias”, afirmou Cavalieri.
A região das Chácaras Santa Maria também foi atingida pelas chuvas. Galhos de árvores, localizadas à beira da estrada, foram arrancados durante a tempestade que atingiu a região.
O trecho do rio que passa sob a ponte de concreto no quilômetro 354 da rodovia Marechal Rondon (SP-300) também teve as margens alagadas pelas águas que desceram da represa que estourou, seguindo até a ponte Água Parada.
O coordenador da Defesa Civil lembra que o município de Bauru possui mais de 500 quilômetros de estradas rurais. “E a chuva de domingo atingiu menos a cidade e caiu mais na região nordeste, atingindo Iacanga e Arealva. Nesta faixa tem mais de 200 quilômetros rurais”, conclui Brito.