Polícia

Assassinado era popular na S. Manoel

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A vítima do homicídio registrado anteontem no Jardim Nova Bauru é Cosme Medrado de Carvalho, 47 anos. Ele foi encontrado já sem vida numa quitinete na quadra 2 da rua Ugolino Zonta, embora não residisse no local. Morador antigo da Vila São Manoel, era popular e querido no bairro, conforme apurou ontem a reportagem.

O assassinato espalhou comoção e tensão entre vizinhos. Todos os consultados preferiram não comentar o crime, ocorrido no lado oposto da cidade.

Um dos filhos de Cosme desaprovou a presença da equipe de reportagem na Vila São Manoel. Mais tolerante, a ex-mulher, no entanto, informou desconhecer as razões que levaram a vítima à casa onde foi morta, no Jardim Nova Bauru.

Embora não morassem mais juntos, ela o encontrava com freqüência. Suspeitou que algo de errado pudesse ter acontecido com o ex-companheiro pela descrição, veiculada pelos jornais, do corpo encontrado na quitinete. Foi ela quem o reconheceu ontem à tarde no Instituto Médico Legal (IML).

Egresso do sistema penitenciário, Carvalho morreu com vários traumas na cabeça. Tudo indica que ele foi agredido com um capacete, encontrado ao lado do corpo.

Desova

Um dos suspeitos pelo crime seria o morador da quitinete, que locava o imóvel há pouco mais de uma semana. Depois do crime, ele não foi mais visto no local, conforme a vizinhança reparou.

Antes, porém, o suspeito teria procurado um dos moradores próximos para pedir um carro para desovar o corpo. Além do pedido ter sido negado, o veículo estaria sem combustível. Enquanto fazia o pedido, vizinhos perceberam que ele estava ensangüentado.

Como estava visivelmente alterado, suas palavras não foram dignas de crédito. Além disso, nenhum barulho estranho teria sido notado na quitinete onde o rapaz morava com uma companheira e a filha dela. Até porque ele teria ouvido rap em volume alto até as 23h do último domingo. Mas teria saído do endereço bem depois, no meio da madrugada.

O imóvel ficou todo revirado, com o corpo de Cosme. Quem teria limpado e organizado o local seria proprietária da quitinete, que esteve no endereço ontem e anteontem. Ela não foi encontrada pela reportagem.

Os motivos do homicídio ainda são desconhecidos e são apurados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

O delegado Ricardo Dias prefere não comentar a ocorrência para não atrapalhar as investigações.

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