Bauru possui seis passagens em nível nas linhas férreas que cortam a cidade. Quatro delas contam com cancelas para garantir a segurança de veículos e pedestres. Mas ontem, o Jornal da Cidade flagrou duas passagens com cancelas quebradas. Enquanto isso, prossegue o jogo de empurra entre prefeitura e América Latina Logística (ALL), que não definem a quem cabe a responsabilidade de instalar e manter cancelas nas passagens em nível de Bauru.
Uma das principais avenidas da cidade, a Comendador José da Silva Martha, tem passagem em nível de ferrovia que não possui cancela. No ano passado, foi registrado um acidente no local. Em maio, o comerciante Luiz Carlos Martins, de 45 anos, atingiu de raspão uma composição que passava pela linha.
A falta do equipamento de segurança, somada ao mato alto, coloca em risco a segurança dos motoristas. Ontem, a reportagem do JC verificou que o matagal continua alto nas margens da via, prejudicando principalmente a visibilidade de quem trafega no sentido Praça Portugal-Recinto Mello Moraes.
Na passagem em nível da rua Cezar Cruz Ciafrei, também não existe cancela. Apesar do local estar sinalizado referente à passagem da linha férrea, o mato alto não ajuda os motoristas que passam pelo local. Em junho do ano passado, a escriturária Rafaela Ribeiro, 21 anos, não escutou o apito de um veículo de manutenção da linha férrea que passava no local e acabou colidindo sua motocicleta contra o trem.
Na avenida Daniel Pacífico, a cancela instalada entre as quadras 2 e 3, está quebrada. Um dos bloqueios está danificado e o outro foi acorrentado no alto, já que teriam que funcionar em sincronia. O local também está cercado pelo mato alto.
Na Vila Antártica, a cancela da rua Aymorés também está desativada. A haste de bloqueio quebrou na metade. Moradores que não quiseram se identificar procuraram o JC para destacar que o não-funcionamento da cancela oferece perigo aos motoristas. Informações extra-oficiais dão conta que um automóvel chocou-se com a estrutura na madrugada de sábado e quebrou-a.
Em agosto do ano passado, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra a prefeitura e a ALL, para a instalação de cancelas nas passagens sem o dispositivo e a manutenção do equipamento nas quatro passagens que já possuem a segurança. A prefeitura recorreu. O município e a ALL ainda discutem quem seria responsável pelas passagens. A 1.ª Vara da Fazenda Pública, que julga a ação, ainda deverá se pronunciar sobre o caso.
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Sem problemas
A cancela existente na rua São Sebastião está operando normalmente. A da quadra 5 da rua Antônio Alves, também opera sem problemas. Mas na semana passada, ela estava quebrada. Uma moradora da região afirmou que vândalos teriam danificado o equipamento.