Não entendi o alvoroço que surgiu quando se divulgou que diversos governos da década de 60 trocavam informações (Operação Condor) sobre insurgentes, inclusive com a prisão de muitos procurados em seus países, na qual supostamente se devolveu militantes esquerdistas aos seus países de origem.
Que condição tem esses moralistas-de-faz-de-conta para criticar membros do governo militar que teriam participado daquela operação e que moral tem alguém nesse governo para criticar um governo que vivia noutra conjuntura política quando, em pleno 2007, durante o Jogos do Pan, repatriou em tempo recorde dois miseráveis boxeadores cubanos que tentavam fugir do regime pútrido de Fidel Castro, sem nem mesmo fazer uma análise política ou jurídica do pedido de asilo antes de jogá-los nas mãos da polícia cubana?
Que moral tem Dilma Russef, Franklin Martins, José Genoíno e outros tantos, que hoje ocupam pomposos cargos no governo, se outrora empunharam armas para roubar bancos, aterrorizar a população e matar jovens recrutas. Aliás, estes mesmos amorais, que hoje distribuem lautas indenizações até a quem era feto durante o regime militar, que se auto-denominam heróis, jamais lutaram contra o regime ou pela democracia. Matavam e roubavam em nome de um regime comunista que, em verdade, só se manteve pela tirania em repúblicas falidas ao custo de muito sangue civil.
Que moral tem esse governo, que recentemente promoveu e indenizou Carlos Lamarca, o covarde que matou militares enquanto dormiam para roubar armamento para manter uma guerrilha comunista tão estúpida quando aqueles que a apóiam?
Só lamento que os embates com o governo militar não tenham levado a cabo mais deste tipo de gente, que hoje veste peles de cordeiro para pilhar despudoradamente o país, como se fossem arautos da resistência.
Ivan Garcia Goffi - advogado