Tribuna do Leitor

Imprensa tendenciosa


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Uma parte da imprensa nacional, infelizmente, é tendenciosa. Senão vejamos: após a ocorrência do infeliz episódio onde morreu o “anjinho/assaltante” de 15 anos, ao ser interrogado de forma mais dura pela PM, alguns, de pouca inteligência, acham que os policiais, indagando simplesmente: “filhinho, você assaltou?”, o meliante, independente da idade, responderia: “sim”. O exercício da cretinice por algumas entidades de defesa dos marginais faz excessivo alarde sobre um fato que ocorreu acidentalmente. Então, quando a vítima, em sua moto, se viu diante da arma apontada para si, foi obrigada a entregá-la, e outras coisas, e o fato de serem algumas peças encontradas com a “pobrezinha” criança, que não deixavam dúvidas quanto à autoria, não foi considerado, nem mesmo o reconhecimento do bandido pela vítima. A prisão de seu comparsa de 17 anos também não quis dizer nada, valeram os protestos da massa desordeira da “Rocinha bauruense”. Com o óbito, foi cerceada, talvez, mais uma brilhante carreira que, após a maioridade, continuaria de dentro do presídio, idêntica a de Beira Mar; com mordomias, visitas íntimas, celulares etc, etc, etc, e mais progressão de pena. O sr. Petri, da Veja, demonstrou realmente que escreve de “orelhada”, sem conhecimento concreto, e com comentários idiotas. Enquanto isso a parte marrom da imprensa coloca no rodapé do jornal, para dificultar ser lida, a notícia de que um PM foi torturado por alguns “anjinhos” com ferro em brasa, e, após, executado com três tiros na nuca.

E o sr. Serra, que alega não ter verba em caixa para um mísero aumento ao funcionalismo estadual, porém, para se promover decreta uma indenização em favor de um caso por resolver. Por que não “decreta” também o pagamento dos precatórios que seus ancestrais ficaram devendo a quem já ganhou no Judiciário sem direito a mais recursos; afinal, essa atitude é decente, honesta e moral? A imprensa “tendenciosa” não divulga, porque não vende jornal. No país de Renan, Alckmin, Roriz, Serra, Lula, Ideli, Mercadante, e mais 97%, incluindo-se o tal de “Pastor Luiz” em nossa urbe, com seu canceroso projeto de aumento em causa própria, cabem apenas medidas de defesa de marginais, e não de quem dá segurança ao cidadão que trabalha, paga impostos escorchantes para sustentar esse “monte” de retrocitados, em nome da “democracia bolivariana”.

Antonio Miguel Edaes Inete - advogado - OAB-SP 32.015

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