Acompanhamento psicológico constante para os integrantes da Polícia Militar, Civil e Científica. Esta proposta será oficializada pelo ouvidor da polícia no Estado de São Paulo, Antônio Funari Filho, no relatório que elaborou sobre a atuação policial em 2007. Em entrevista ao Jornal da Cidade, ele avalia que quem exerce atividade policiais deve ter este acompanhamento especializado constante e não somente quando passar por situações de risco, como é atualmente.
A proposta foi apresentada pelo ouvidor durante reunião da Comissão de Estudos de Letalidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Hoje, este acompanhamento é feito somente quando o policial passa por situação de risco. A avaliação psicológica também é feita quando é pedida pelo policial ou solicitada pelo seu comandante.
Para o ouvidor, é pouco. “A atividade é estressante e quem exerce tem que ter apoio porque é um atividade que lida com vida e morte e ainda com uma pessoa armada”, avalia Funari Filho. Para o ouvidor, os policiais devem entender este acompanhamento anual como um apoio, não uma obrigação. “Ao fazer o exame físico, não tem porque não fazer o psicológico”, pontua.
De acordo com Funari FIlho, a morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, durante ação policial em dezembro, talvez pudesse ter sido evitada se os policiais tivessem tido esta avaliação. “Talvez pudesse ter detectado algum problema. Pois equilíbrio emocional você perde, não é uma constante”, diz.
Funari Filho informa que já há um projeto autorizando a contratação de psicólogos pela polícia. “Mas não importa só ter o especialista. Ele tem que trabalhar”, diz. A SSP informou que irá analisar a proposta quando ela for apresentada.