Conhecido como “Comandante Souza”, o piloto de helicóptero aposentado Olendino Francisco de Souza morreu ontem, em Bauru, aos 79 anos. Ele ficou famoso por participar de inúmeros salvamentos, dentre eles no incêndio do Edifício Andraus, em São Paulo, em 1972. Tal feito resultou em condecorações no Brasil e no exterior. Souza morreu após complicações decorrentes de um segundo Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Ele era alegre, extrovertido, feliz com todo mundo. Tinha um coração enorme. Era de muitos amigos, especialmente em São Paulo”, comenta o filho Luiz de Souza. Nascido em Patrocínio (MG), a história do “comandante” com a aviação começou ainda na adolescência.
“Ainda menor de idade, ele saiu caminhando sozinho e foi favorecido pela sorte. Conheceu as pessoas certas, na hora certa”, comenta Luiz. Para não passar fome, Olendino Souza aceitou a oferta de trabalhar numa oficina mecânica. Com inteligência acima da média, aprendeu rápido o ofício. Por conta da habilidade, foi convidado para trabalhar com aviões, já que não havia profissionais especializados na área. Um dia, recebeu a proposta para aprender a pilotar.
O primeiro trabalho “no ar” foi na pulverização de lavouras cafeeiras no Paraná. Tornou-se hour concour. Depois, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro e, na década de 40, para São Paulo. Trabalhou para o governo estadual cedido para a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) durante 40 anos. Em meados da década de 80, o Comandante Souza aposentou-se e mudou-se com a família para Bauru, onde residiam familiares. Nos últimos anos dedicou-se ao aeromodelismo.
Ele deixou a esposa, Honorina Medeiros de Souza, e os filhos, Sônia e Luis. O corpo do piloto está sendo velado na sala 2 do Centro Velatório Terra Branca. O enterro será hoje, às 9h, no Cemitério da Saudade.