Se a suspeita de febre amarela em Bauru for confirmada, o município fará busca ativa em pessoas num raio de 200 metros de onde o garoto de 14 anos mora. O procedimento é o mesmo para casos de dengue, informa a médica sanitarista do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) Maria Helena Abreu. A borrifação para exterminar o mosquito também deve ser programada.
Por enquanto, todos os casos de contaminação no País ocorreram em mata e foram transmitidos pelo mosquito selvagem. No entanto, o mosquito Aedes aegypti também é transmissor da doença em área urbana. Mas desde 1942, o Ministério da Saúde não registra casos contraídos em cidades.
Ainda assim, explica Abreu, se o paciente de 14 anos realmente estiver com febre amarela, para evitar a propagação da doença, o município adotará estratégias discutidas com Secretaria de Estado da Saúde e com o Ministério da Saúde. Segundo a reportagem apurou, a busca ativa por mosquito selvagem em área de mata não estaria descartada.
Um outro aspecto que seria definido é o hospital de referência a serem encaminhados os casos confirmados na região de Bauru.
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Risco baixo
O risco do vírus da febre amarela se espalhar pelo País diminui com as imunizações em massa. Ainda assim, sua existência associada ao período de férias - em que as pessoas viajam mais e praticam ecoturismo – e ao grande surto de dengue registrado em várias localidades do Brasil tornam mais forte a possibilidade da doença assumir sua forma urbana.
Neste caso, ela passa a ser transmitida nas cidades pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. Por enquanto, todas as pessoas infectadas pela doença a contraíram em regiões de mata, onde foram picadas pelo mosquito selvagem. Se estivessem imunizadas, não adoeceriam, nem correriam o risco de transportar o vírus para outras localidades.
Diante da notificação de novos casos e mortes, deve existir uma explosão de situações suspeitas, avalia o infectologista Fernando Monte. Mas, de acordo com ele, a maioria delas não deve ser confirmada. “A situação não está fora de controle”, afirma. Para o médico, se todas as pessoas que forem para a área de risco tomarem a vacina, a circulação do vírus continuará restrita às matas.